2ª Feira de Agronegócios da Capal movimenta mais de R$ 21 milhões em negócios

2ª Feira de Agronegócios da Capal movimenta mais de R$ 21 milhões em negócios

A 2ª Feira de Agronegócios da Capal superou as expectativas de comercialização de produtores, fornecedores e parceiros da Cooperativa Agropecuária de Araxá (Capal).  O número de negócios fechados cresceu mais de 40% em relação à primeira edição do evento. A comercialização de ração e sal mineral, produtos agroveterinários, maquinários e implementos agrícolas aumentou em média 70%, comparado a 2013. A participação dos produtores rurais da região e dos cooperados teve um aumento de 26%.

O único setor que não superou o volume de negociações da primeira edição da feira foi o das trocas, devido aos preços baixos de milho e soja que não estimularam os produtores a travar o preço nos níveis atuais. Com relação ao café, os volumes de troca foi menor, mas os preços atuais do café compensaram gerando volume de venda similar ao do ano passado. Ao todo, a feira movimentou mais de R$ 21 milhões em negócios o que causou satisfação a todos os parceiros que acreditaram no evento.

Cerca de 7 mil pessoas visitaram a feira durante os três dias do evento: 21, 22 e 23 de agosto passado, no Parque de Exposições Agenor Lemos. O volume de negócios, estrutura e organização surpreenderam, mais uma vez, toda a cadeia do agronegócio. Foram mais de 50 empresas participantes, que disponibilizaram aos produtores preços baixos, facilidade de pagamento, variedade de produtos agroveterinários, implementos agrícolas, insumos, adubos, defensivos e veículos automotivos.

O presidente da Capal, Alberto Adhemar do Valle Junior, diz que a quantidade de negócios fechados surpreendeu. “O cenário de incerteza da economia brasileira, os reflexos da quebra de produção da safra causada pela estiagem e os baixos preços de milho e soja em razão da super safra americana, eram alguns dos fatores que nos preocupavam em relação às expectativas de negociação. O produtor rural brasileiro está receoso com o cenário econômico que o país atravessa, além da diminuição de sua renda com a quebra de safra deste ano. Diante essa situação e como estamos apenas na segunda edição da feira da Capal ,nos surpreendeu essa grande participação do nosso cooperado e dos produtores da região. Tivemos um aumento de 40% no número de negócios fechados. Um resultado que surpreendeu a todos.”

De acordo com o presidente, o produtor entendeu o objetivo da feira da Capal, que é o de justamente oferecer condições para que ele enfrente uma eventual crise. “Nós realizamos palestras nas nossas comunidades rurais, publicamos artigos e matérias no jornal da Capal, preparando o produtor para que ele aproveitasse as condições de comercialização do evento de forma consciente. Elaboramos um livreto com os produtos que estavam sendo comercializados, para que nosso cooperado fizesse um planejamento e adquirisse o que ele realmente iria necessitar nos próximos seis meses, dentro do seu empreendimento rural. Todo o trabalho que realizamos teve um reflexo positivo. Em média, o volume de compra do produtor foi menor, mas a quantidade de negócios fechados e de produtores que participaram ativamente da feira foi bem superior”.

Destaques

Estrutura, divulgação e suporte dos colaboradores da Capal foram os três pontos mais citados pelos fornecedores e parceiros como fatores positivos da  2ª Feira de Agronegócios da Capal. “Ainda estamos na segunda edição da feira e temos muito a apreender. A organização e a estrutura tiveram que ser modificadas três meses antes do evento, pois a quantidade de empresas com interesse em participar era muito grande. Em relação à feira do ano passado, tivemos 25 novos parceiros. Todos com estandes e um mix de produtos diversificados. O suporte oferecido pelos colaboradores da Capal também foi um grande diferencial e bastante elogiado por produtores e fornecedores”, destaca o presidente.

Segundo ele, a satisfação dos cooperados com o evento é extremamente importante, um incentivo para que possamos realizar um evento ainda maior no próximo ano. “O que nos incentiva a continuar com esse evento é que temos um potencial de crescimento muito grande. Podemos fazer um trabalho de divulgação maior nas cidades vizinhas e mobilizar um maior número de produtores da região. Tenho certeza que com um cenário econômico brasileiro mais positivo no próximo ano, a nossa feira crescerá cerca de 50% em movimentação de negócios”, ressalta.

Notícias relacionadas