Antônio Leonardo participa de debate sobre gás natural

Antônio Leonardo participa de debate sobre gás natural

Da Redação/Raphael Rios – O vice-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Antônio Leonardo Lemos Oliveira (Toninho), participou do primeiro debate do projeto Rotas do Futuro, lançado na última semana pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), em Uberaba. O projeto coloca em evidencia a importância econômica do gasoduto que ligará São Carlos a Uberaba até 2014. Um investimento de R$ 750 milhões para a construção de 276 quilômetros, com capacidade para transportar 7 milhões de metros cúbicos de gás por dia. A reunião contou com a presença de diversas autoridades do governo do Estado, além de lideranças políticas e empresariais e dirigentes sindicais.

A disponibilização do gás natural para o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba deve provocar um salto de desenvolvimento. O baixo custo do combustível, que chega a ser 30% mais barato que o óleo, é uma das inúmeras vantagens do projeto. A princípio, o gás atenderá a planta de amônia e ureia em implantação na cidade, e também servirá para atrair indústrias para os municípios vizinhos.

A intenção é que aos poucos o comércio e até mesmo residências possam fazer uso da energia. A Fiemg dará sequência ao projeto apresentando nas demais regionais da instituição e outros noves grandes temas importantes para o desenvolvimento do Estado e principalmente da região.

De acordo com Toninho, o evento foi uma grande oportunidade para os participantes conhecerem a aplicabilidade do gás natural em diversos setores da economia. “Em todos os eventos, reuniões e seminários que temos participado, tenho manifestado sempre a importância da região, especialmente Araxá, de abraçar a ideia. Todos devem trabalhar de forma incisiva junto aos órgãos que detêm o poder decisório sobre a expansão do gás natural para o Triângulo e Alto Paranaíba. Inclusive, foi recentemente anunciado pelo governador Antônio Augusto Anastasia a descoberta de reserva de gás no Noroeste de Minas, reserva essa que representaria hoje algo em torno de 25% do gás produzido na Bolívia e que é vendido ao Brasil. Temos que colocar Araxá na rota desse plano de desenvolvimento sustentável que está se iniciando em Minas, mas só vamos conseguir isto com muito empenho e trabalho”, diz.

Segundo o vice-presidente, as expectativas econômicas para a região são as melhores possíveis. “O gás natural trás inúmeras vantagens, como uma energia considerada limpa, com níveis de poluição insignificantes; economia de custo para as indústrias em relação a outros derivados de petróleo, como o óleo diesel; segurança pela não necessidade de estoque; possibilidade de atendimento ao consumo veicular por ser mais econômico e menos poluente, dentre outras vantagens. Estou bastante otimista com a possibilidade de Araxá fazer parte desse grande projeto estadual e disposto a somar fileiras nessa causa que representará a médio prazo, a certeza de novos investimentos para Minas e para nossa macro-região”, ressalta.

Reservas de gás natural

Além do gasoduto que liga São Carlos a Uberaba, Minas Gerais está no mapa da exploração de gás natural com recentes descobertas na bacia do São Francisco. Os poços anunciados em Morada Nova de Minas e Brasilândia de Minas alimentam a expectativa de que a exploração comercial do combustível seja viável. Estudos realizados apontam que as reservas de toda a bacia possuem entre 176,5 e 194,6 bilhões de m3 de gás. Esses números podem representar uma produção diária de 7 a 8 milhões de m³, 12% do total produzido no país e 25% do volume total importado diariamente da Bolívia. Ele informou que a estimativa de início da produção é para os próximos dois ou três anos.

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