Aulas de estimulação sensorial no Celb desenvolvem a percepção

Aulas de estimulação sensorial no Celb desenvolvem a percepção

A estimulação sensorial é um dos trabalhos mais importantes realizados dentro do Centro Educativo Louis Braille (Celb). É recomendado para crianças entre 2 e 4 anos, mas também pode ser desenvolvido com adultos que perderam a visão recentemente. As percepções de direção, distância, concentração e vários outros sentidos são desenvolvidos durante as aulas que também contam com música e manipulação de instrumentos. Tudo o que é ensinado ajudará a criança a conquistar sua independência, inicialmente em atividades diárias.

A coordenadora do Celb, Luzia Márcia Vieira, explica que os trabalhos de estimulação sensorial são realizados para aprimorar o desenvolvimento de todos os sentidos de alunos com 100% de deficiência visual. “Quanto mais cedo a gente começa a desenvolver esse programa, mais a criança desenvolve.”

Luzia explica que a criança age, muitas vezes, imitando quem está a sua volta, portanto, é importante realizar diversos trabalhos para incentivá-la a vencer suas limitações. “Se ela não ouve, não é estimulada, ninguém conversa com ela, não conta história ou ouve músicas, ela vai ficar calada. Então, se a gente não dá pra ela algo para ser tocado, como ela vai desenvolver esse tato?”, questiona.

A coordenadora explica que vários objetos de diversas formas geométricas são utilizados durante as aulas. Segundo ela, conhecer a textura também é importante e objetos lisos, ásperos e de formas diferenciadas são trabalhados. “O instrumento musical serve para várias coisas, o desenvolvimento da audição, a concentração e, ao mesmo tempo, a criança pode manipular este instrumento. Enquanto isso, ela treina ritmo, organização e adquire tônus muscular”, acrescenta.

Luzia ressalta que esse trabalho é essencial para que a criança possa desenvolver normalmente as atividades diárias. “Como, por exemplo, escovar os dentes, ir ao banheiro, tomar banho, andar dentro da própria casa e depois na escola.”

De acordo com ela, o trabalho de estimulação sensorial auxilia em diversas percepções como sentidos de direção, distância, lateralidade, por isto é importante que seja realizado com crianças entre 2 e 4 anos para que desenvolvam suas habilidades desde cedo.

Luzia explica que alguns adultos que perderam a visão recentemente conseguem se adaptar. Porém, alguns não têm tanta facilidade e também participam de aulas de estimulação sensorial, porém com focos diferentes. “Essas pessoas ficam um pouco desconectadas. Então, é preciso treinar a coordenação motora, desenvolver o conceito de rumo, direção, tamanho, forma e distância. E com esse trabalho, ela ativa sua memória visual que já está registrada em sua mente”, conta.

Helbe Raquel de Castro Rosa Silva é mãe da pequena Yasmim (foto) que tem 2 anos e, desde os 6 meses, é aluna do Celb. Helbe afirma que graças às orientações da equipe do Celb hoje ela consegue lidar com Yasmin que tem deficiência visual total.

“A evolução que o tratamento trouxe é muito grande. Hoje, a minha filha é uma criança normal. Ela tem boa audição, percepção, paladar, é alegre, é feliz, porque aqui na escola eles cantam e ouvem história. Eu venho notando que a cegueira para a minha filha não é nada, é somente um detalhe”, conta.

Helbe afirma que várias mães em Araxá não conhecem o trabalho do Celb e ela tenta divulgá-lo constantemente. “Não tem nem como explicar como foi bom”, garante. Yasmim vai começar a estudar em uma das escolas de Araxá e Helbe acredita que essa nova fase vai ajudar ainda mais no desenvolvimento de sua filha.

Segundo ela, se não fosse o trabalho que o Celb realiza Yasmim não teria o desenvolvimento que já conquistou. “Hoje, ela sabe pedir, sabe falar não. Se eu não tivesse estimulado minha filha aqui no Celb desde cedo, ela seria uma criancinha que ficaria quietinha. Ela busca a sua independência, não quer que ninguém faça pra ela, ela quer fazer sozinha.”

Com Assessoria de Comunicação Celb

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