Biblioteca Digital garante acesso gratuito a acervos

Biblioteca Digital garante acesso gratuito a acervos

Da Redação – Cerca de 20 mil documentos digitalizados e disponíveis para consulta online. Entre teses, dissertações, relatórios e fontes documentais de caráter técnico-científico de instituições públicas estaduais, este é o acervo, até o momento, da Biblioteca Digital do Estado de Minas Gerais. O acesso é universal, gratuito e o usuário pode fazer downloads das obras.

O site www.bibliotecadigital.mg.gov.br recebe, em média, 1,2 mil acessos por mês e seu público é formado por pesquisadores de diversas partes do Brasil, professores das redes pública e privada e estudantes das mais variadas áreas do conhecimento.

Criado em 2006 a partir do acervo da Biblioteca Professora Maria Helena de Andrade, da Fundação João Pinheiro (FJP), o projeto da Biblioteca Digital tem como objetivo reunir, preservar e armazenar textos em versão integral da vasta literatura técnica de entidades da administração pública (fundações, instituições de pesquisa e de fomento à pesquisa, empresas de tecnologia e universidades) e de órgãos das mais diversas áreas. Tem também como finalidade promover a disseminação da informação, democratizar o acesso aos documentos e dar visibilidade a acervos compostos por textos, mapas, plantas, fotografias, etc.

A partir de 2008 foram também disponibilizados os acervos das bibliotecas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec).

Ainda em 2011, a equipe da Biblioteca Digital dará início ao tratamento de documentos que estão em outros formatos, como fitas de rolo, slides e fitas VHS. O acervo da biblioteca da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) também será incorporado ao site.

A ideia é que, gradualmente, outras instituições estaduais também disponibilizem seus acervos. “Instituições interessadas devem entrar em contato com a FJP, que irá avaliar o material a ser disponibilizado de acordo com os objetivos e diretrizes da Biblioteca Digital. Depois, os próprios órgãos, orientados por nossa equipe, deverão preparar os acervos e enviá-los já digitalizados para disponibilização no site”, explica a gerente da Biblioteca Maria Helena de Andrade, Joana D’arc Ferreira.

Sem fronteiras

A interatividade entre os bibliotecários e os usuários funciona por meio de um software criado pelos técnicos daCompanhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge) para abrigar todo o material digital. “Participamos diretamente da modelagem do software, da administração e logística, pois queremos organizar na base de dados uma estrutura lógica do conhecimento e oferecer uma interface amigável”, informa a coordenadora da Biblioteca Digital, Fernanda de Paula Moreira.

Segundo ela, é necessário avaliar permanentemente a gestão do conteúdo e, por meio do serviço “Fale Conosco” disponível no site, ir além da visão de catalogador e compreender o olhar do usuário. “Esse trabalho veio para trazer a portabilidade da informação, fazendo com que a biblioteca perca os muros e disponibilize informação sem fronteiras”, observa Fernanda.

A equipe da Biblioteca da Fundação João Pinheiro também trabalha para melhorar a qualidade das imagens e textos digitalizados, uma vez que grande parte do material é composta por documentos da década de 1960, muitos dos quais datilografados. A Biblioteca Digital adota por critério publicar, sobretudo, a chamada literatura cinzenta, que tem acesso restrito e não é encontrada no mercado livreiro corrente.

“Nossa preocupação é preservar e tornar públicos documentos e uma produção acadêmica de peso, financiados com recursos públicos e que poderiam ser utilizados por um número muito maior de pessoas”, conclui Fernanda.

Com Agência Minas

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