Cerca de 90% dos jovens do Profet são efetivados no mercado de trabalho

Cerca de 90% dos jovens do Profet são efetivados no mercado de trabalho

O Programa para a Criança e o Adolescente (PCA) através do Projeto de Formação e Encaminhamento ao Trabalho (Profet) encaminha diariamente para o mercado de trabalho jovens de 14 a 23 anos. Atualmente cerca de 160 empresas são parceiras do projeto, empregando 350 jovens.

De acordo com a coordenadora do Profet, Cristiane Mirza Pereira da Silva, 90% dos jovens são efetivados. Ela diz que os 10% restantes geralmente não conquistam as vagas por pendências escolares.

“Infelizmente, a gente ainda tem um número pequeno desses casos porque se o adolescente perde o ano por falta automaticamente ele perde o serviço no PCA”, explica. Cristiane ressalta que para começar e continuar trabalhando pelo Profet o adolescente deve ter boa nota e ser frequente na escola.

A coordenadora diz que outro motivo comum de desligamento do programa é a busca por outro trabalho, quando o jovem encontra uma empresa que paga mais comparado ao que ganhava anteriormente.

“Mas, ele esquece que está em processo de aprendizagem e, às vezes, essa passagem para a vida adulta não faz com que o adolescente tenha um bom rendimento”, alerta.

Segundo Cristiane, o tempo máximo de contrato com o PCA é de dois anos. Os adolescentes que começam na instituição com 14 e finalizam o contrato com 16 já podem ser efetivados no mercado de trabalho.

Ela ressalta que um jovem de 20 anos pode fazer uma inscrição no PCA, desde que nunca tenha trabalhado de carteira assinada e também não esteja cursando faculdade. “Um adolescente que passa na faculdade perde a condição de aprendizagem e passa a ser estagiário que é uma área que o PCA não atua”, esclarece.

Cristiane aponta que o Ouro Minas Grande Hotel é uma das empresas que mais contratam. “Nós temos 57 aprendizes no Ouro Minas Grande Hotel. É um setor (hoteleiro) onde a maioria dos adolescentes que termina o contrato já fica nas empresas”, revela.

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