Com ciclistas de 10 países, CIMTB esquenta briga para o Rio 2016

Com ciclistas de 10 países, CIMTB esquenta briga para o Rio 2016

O sonho de representar um dia seu país na modalidade MTB das Olimpíadas passa por acumular o máximo de pontos possíveis no ciclo olímpico, contabilizado no período de dois anos que antecedem os Jogos. A abertura da Copa Internacional de Mountain Bike atinge nesta temporada a classificação SHC na UCI (União Ciclística Internacional), ou seja, ofertará em Araxá, de 6 a 8 de março, 160 pontos aos campeões das elites, masculina e feminina. Fato este que garante até o momento dez países inscritos na principal competição da modalidade da América Latina, um recorde nos 20 anos de realização.

Além do País anfitrião, atletas da Argentina, Chile, Equador, Venezuela, México, Suíça, Eslováquia, Hungria e Israel já confirmaram presença. Atual bicampeã da CIMTB e campeã brasileira, Isabella Lacerda ressalta a importância de correr provas em todo o mundo. “Como estamos no ciclo olímpico, tenho que pontuar bastante. Estou procurando correr provas que pontuam no ranking internacional e por isso tenho que correr também em provas fora do País”, avalia. “Em Araxá não será fácil. Haverá muitos atletas do exterior competindo, então vai ser um nível bem alto”, completa a mineira.

Eslovaco já está em Araxá

Entre os inscritos até o momento, o melhor colocado no ranking internacional da UCI é o eslovaco Michal Lami, na 19ª posição, com 895 pontos, seguido de perto pelo brasileiro Henrique Avancini, 21º. “Vou com a esperança de obter um bom resultado para ganhar pontos no ranking UCI, sempre visando a qualificação olímpica para Rio 2016″, destaca Lami, que já está em Araxá desde o dia 19 de fevereiro, adaptando-se ao clima e às trilhas do Barreiro, onde será disputada a prova.

“Estou ansioso para a corrida aqui no Brasil. Espero que tenhamos boas condições climáticas, uma vez que venho de um inverno rigoroso na Europa. Em meu país, por exemplo, temos neve por todas as partes. Por isso, optei por viajar para cá duas semanas antes para treinar o máximo, também visando meus próximos desafios”, completa o campeão eslovaco. Além de Lami e Avancini, destacam-se no ranking internacional, Ricardo Pscheidt (79º) e Rubinho Valeriano (85º), ambos brasileiros, e Dario Gasco (94º), da Argentina.

Elite Feminina

Na elite feminina, seis ciclistas inscritas ocupam o top 100 mundial. Quatro delas são brasileiras, Raiza Goulão (38ª), Isabella Lacerda (40ª), Erika Gramiscelli (46ª) e Roberta Stopa (85ª), uma virá da Argentina, Agustina Apaza (54ª) e outra do Equador, Alexandra Serrano (60ª). “Na minha opinião, a CIMTB está no nível das melhores competições internacionais que já disputei. Não é a toa que é o campeonato com melhor classificação UCI na América Latina”, parabeniza Agustina.

“Isso mostra claramente o excelente trabalho realizado em todos os aspectos pela organização do evento. Os circuitos, a organização e o nível dos corredores podem ser considerados de primeiro nível”, destaca Agustina. “A preparação das pistas, a marcação do traçado, dificuldade técnica, os obstáculos artificiais e o trabalho que há em cada metro do traçado estão à altura dos melhores circuitos que pude conhecer em distintas partes do mundo”, encerra.

SHC

Em Araxá, os ciclistas das duas super elites (elite e sub-23) masculina e feminina, competem no formato SHC, ou seja, prova dividida em três estágios, em dias distintos: Contrarrelógio na sexta (6), Short Track (pista curta) no dia seguinte e Cross Country Olímpico, no encerramento da competição, domingo (8), às 14h. Os atletas das outras categorias disputarão o tradicional XCO.

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