Cresce denúncia de crimes contra crianças e adolescentes

Cresce denúncia de crimes contra crianças e adolescentes

O Disque Direitos Humanos (0800 031 1119) recebeu este ano três mil denúncias de crimes contra crianças e adolescentes até outubro, média de 300 ligações por mês. Segundo os dados, os crimes sexuais estão entre os mais denunciados, com 759 denúncias nos dez primeiros meses deste ano, número 58% superior ao obtido no mesmo período de 2008, quando o serviço recebeu 481 ligações.

A participação efetiva da população no combate à violência contra criança deve-se, sobretudo, à Campanha Proteja Nossas Crianças, lançada em 2007 pelo Governo de Minas, e que visa o combate à violência doméstica e a exploração sexual de crianças e adolescentes. A campanha envolve toda a sociedade civil e incentiva a população mineira a denunciar casos de violência.

O Governo de Minas investiu em dois anos de campanha na melhoraria da infraestrutura dos conselhos tutelares, entregou 517 computadores e 56 veículos. Aproximadamente 2 mil profissionais de 573 municípios já foram treinados. A próxima capacitação está prevista para o mês de novembro, em Belo Horizonte.

A campanha Proteja Nossas Crianças ganhou as estradas de forma inédita. O Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG), afixou placas de sinalização educativas, em pontos estratégicos das rodovias estaduais e federais que passam por Minas. Além disso, centenas de blitze educativas foram realizadas. As ações são permanentes e contribuem, de forma significativa, para o crescimento no número de denúncias.

Nos 91 mil km de rodovias federais do país existem 1.891 pontos críticos identificados, sendo 290 deles localizados nos trechos de rodovias (BRs) que cortam o Estado. Minas apresenta um ponto vulnerável a cada 49 km de rodovia, ocupando a 12ª posição no ranking nacional de pontos suspeitos de sediar exploração sexual de crianças e adolescentes. As denúncias são encaminhadas aos conselhos tutelares e delegacias especializadas. Após investigados, os casos são encaminhados à Justiça.

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