Dia Nacional da Alfabetização celebra o desvendar do mundo a partir das palavras

Dia Nacional da Alfabetização celebra o desvendar do mundo a partir das palavras

 “Fico tão feliz quando eles começam a ler as primeiras palavras, porque sei que a partir desse momento vou fazer parte, eternamente, da vida daquelas crianças”. É assim que a professora do 3º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Antero Magalhães Aguiar, no município de Santa Rosa da Serra, Norma Cristina de Souza Paulino, descreve a sensação de ver seus alunos lendo pela primeira vez.

A emoção vivenciada pela educadora é semelhante ao sentimento de outros professores que atuam no processo de alfabetização dos alunos e que veem, nos olhos dos estudantes, uma luz brilhar quando eles conseguem ler e entender o que as palavras significam.

“Ver aquele entusiasmo nos deixa entusiasmados também e faz com que queiramos buscar, a cada dia, mais propostas para levar para a escola”, afirma Norma. Nesta sexta-feira (14), foi comemorado no Brasil o Dia Nacional da Alfabetização, data celebrada por alunos e professores e que foi instituída em 1966, pelo decreto nº 59.452 de novembro de 1966.

Aluno de Norma, Hugo De Souza Moreira, aprendeu a ler no 2º ano do ensino fundamental. Hoje, no 3º ano, é apaixonado pela leitura. “Aprendi no ano passado. Primeiro, a professora ensinou a gente a juntar as silabas e depois, já conseguíamos ler as palavras. Ela escrevia no quadro ou dava joguinhos. Aprender assim era mais fácil”, conta Hugo.

Este ano, Hugo já leu 18 livros. Entre eles está O Gato de Botas. “Gosto de ler na minha casa e na escola. Já li meu livro preferido três vezes este ano. Pra mim a melhor parte é a que ele ganha as botas”, afirma. Sobre a importância da leitura em sua vida, o estudante só destaca o lado positivo. “Eu passei a entender as palavras e a conseguir ler as coisas na rua. Quando meus pais descobriram que eu sabia ler, eles ficaram muito felizes e eu também”, recorda.

Resultados mineiros

Os resultados do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) 2013 constataram que o nível de conhecimento em Língua Portuguesa entre os alunos de oito anos deu um salto. Pela primeira vez na história, o nível de letramento recomendado foi alcançado por mais de 90% dos estudantes que fizeram o teste.

O resultado alcançado pela rede estadual foi de 93,1%, um recorde. Ou seja, mais de 70 mil alunos leem, escrevem, interpretam e fazem síntese de textos dentro do nível considerado recomendado. Comparativamente, significa um aumento de seis pontos percentuais em relação ao desempenho anterior, apurado em 2012, quando 87,3% dos alunos estavam no nível recomendado.

Em oito anos — de 2006 a 2013 — o conhecimento em Língua Portuguesa dos alunos do 3º ano do ensino fundamental da rede estadual de ensino praticamente dobrou. De acordo com os resultados do Proalfa 2013 — divulgados em 18 de fevereiro de 2014 —, 93,1% dos alunos do 3º ano encontram-se no nível recomendado de proficiência em língua portuguesa. Em 2006, primeiro ano em que a avaliação foi aplicada, este índice era de 48,6%.

Outro resultado que comprova os bons resultados mineiros é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ano-base 2013. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), Minas Gerais melhorou ainda mais seus resultados neste que é o principal indicador de qualidade da educação do País, e lidera o ranking entre os estados brasileiros no ensino fundamental, tanto para os anos iniciais (1º ao 5º ano), quanto para os finais (6º ao 9º ano). O Estado tem o melhor índice entre as redes estaduais e também o melhor índice quando consideradas todas as redes de ensino (estadual, municipais e particulares).

Em 2013, o Ideb da rede estadual cresceu para 6,2 – o que garante a primeira colocação nacional, ao lado da rede estadual do Paraná, que também alcançou o índice de 6,2. Quando consideradas todas as redes de ensino, o Ideb mineiro aumentou de 5,9 para 6,1. É também o melhor índice do Brasil, ao lado de São Paulo, que também chegou a 6,1. Destaque-se que o Ministério da Educação considera que o índice 6,0 é referência em educação para países desenvolvidos.

Com Agência Minas

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