Emprego formal cresce em Minas Gerais

Três cidades localizadas nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri foram as que mais criaram empregos formais em Minas Gerais, no mês de julho, em função do início da colheita do café, que será concluída no mês que vem. Novo Cruzeiro, que encabeçou a lista, chegou à marca de 69,4% de crescimento. As vizinhas Capelinha e Minas Novas, que ocuparam os lugares seguintes na lista, registraram crescimento de 14,34% e 9,63%, respectivamente. Minas Gerais cresceu 0,95% em relação ao número de empregos existentes até o mês de junho, resultado melhor que a média brasileira de 0,67%. O Estado continua na posição de segundo maior criador de empregos do País. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
 
A agropecuária/silvicultura foi o destaque do mês em Minas, com expansão registrada de 5,38%. Os 19.364 empregos criados pelo setor representam quase dois terços dos 31.843 pelo conjunto das atividades no Estado. Outros setores que destacaram-se no mês foram as indústrias calçadista (1,92%), de material de transporte (1,27%) e a construção civil (1,63%).  No mês, duas atividades registraram recuo – a indústria mecânica encolheu 0,08% e o setor de ensino, 1,99%.
 
No acumulado do ano, as 100 cidades pesquisadas pelo Ministério em Minas registram crescimento médio de 8,03% no número de empregos com carteira assinada. O Brasil criou, em média, 5,4% no mesmo período.  No Estado, foram criados 250.333 novos empregos nos últimos sete meses, o que corresponde a cerca de 1.175 novos postos por dia em 2008. Quatro setores apresentam  crescimento de dois dígitos: agricultura (35,32%), construção civil (15,71%), calçados (13,92%) e produção de alimentos e bebidas (11,88%). Nenhum ramo de atividade apresenta queda no número de postos.
 
No mês de julho os destaques vieram da região de mais baixo dinamismo econômico de Minas, os Vales do Jequitinhonha e Mucuri. De acordo com a pesquisa, Novo Cruzeiro apresentou um crescimento de 69,4% em relação ao número de empregos existente até o mês anterior. A expansão foi resultado do saldo de 613 novos postos na agropecuária, crescimento do setor de 126%. A cidade fechou o mês com 626 postos de saldo.
 
Apesar de ter chegado a número mais modesto, a atividade agrícola também foi a motivadora da expansão de Capelinha, cidade limítrofe de Novo Cruzeiro. Foram 492 postos, expansão de 24,45%. A construção civil também colaborou com variação positiva de 14,60%. No geral, os empregos em Capelinha cresceram 14,34% em julho, em relação ao número de empregos ao final de junho.
 
Minas Novas, que por sua vez faz limite com Capelinha, atingiu o crescimento de 9,63%, com geração de 89 empregos, também causado pela forte expansão da agricultura (24,78%).
 
Na seqüência das que mais cresceram proporcionalmente, no mês de julho, aparecem Boa Esperança (7,61%) e Três Pontas (5,71%), ambas do Sul de Minas, Brasília de Minas (4,01%), cidade do Norte de Minas, Patrocínio (3,48%), no Alto Paranaíba, Nova Serrana (3,37%), no Centro-Oeste. Unaí, no Noroeste, e Congonhas, na Região Central, dividem a nona colocação, com 3,31%.
 
Em número absolutos, o destaque foi novamente a capital, com 3.659 empregos criados em julho. Na segunda posição vem Nova Serrana, do Centro-Oeste do Estado, com 699 postos. Três Pontas, no Sul, ocupa a terceira posição com 659 vagas. A lista das dez maiores segue com a campeã do crescimento relativo do mês, Novo Cruzeiro (626), Patrocínio (584), Contagem (573), Capelinha (549), Betim (540), Uberlândia (502) e Patos de Minas (440).

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