Estudantes criticam novo sistema de transporte público

Estudantes criticam novo sistema de transporte público

A volta às aulas de alunos da rede municipal e estadual de ensino nesta segunda-feira (1º) começou com várias reclamações dos estudantes que utilizam o transporte coletivo público em Araxá. A mudança dos horários e itinerários das linhas de ônibus causou atrasos na chegada de alguns à escola. A falta de informações e o pouco tempo de adaptação ao novo sistema de transporte público urbano foi o principal problema apontado pelos alunos.

A Vera Cruz Transporte e Turismo implantou no último dia 24 o Integra Total. Um sistema que permite aos clientes que possuem o VC Card, o cartão da empresa, a integração entre linhas sem que haja a necessidade de pagar uma nova tarifa.

Com isso, novas linhas foram criadas e outras modificadas para atender a demanda de novos bairros. Mesmo com a distribuição de cartilhas explicativas e o trabalho de orientação de equipes que estão espalhadas pelas ruas, a mudança não agradou os usuários do serviço, principalmente os estudantes que utilizam o transporte público para chegar à escola.

De acordo com os alunos da Escola Estadual Vasco Santos, a mudança trouxe inúmeras dificuldades. Eduarda Cristina Ribeiro diz que tem que esperar mais de 30 minutos para voltar para casa.

“Eu moro no Barreiro e não tem ônibus que leva a gente até lá após a saída da escola. Eu tenho que esperar mais de meia hora no ponto porque não tem uma linha que passa por volta das 11h30. Além disso, o ônibus não sobe mais até o Alto Paulista e a gente tem que andar a pé até em casa.”

A estudante moradora do bairro Mangabeiras, Brenda Luiza Ferreira da Silva, diz que o horário das linhas foi o grande problema.

“A mudança de itinerário foi boa, já que a nova linha vai até o final do bairro, mas o horário é complicado. O ônibus chega ao Centro faltando cinco minutos para começar a aula e eu tenho desembarcar e embarcar em outra linha pra chegar à escola. Uma mudança de horário ou uma outra linha ajudaria muito e evitaria a gente chegar atrasado”, ressalta.

A estudante Dandara Santana Maria, moradora do bairro Abolição, diz que o novo sistema atrapalha muito. “A gente não tem informação dos horários e dos itinerários das linhas. Eu vou chegar atrasada na escola. Para não ser barrada na entrada eu vou ter que acordar mais cedo, cerca de 5h30. O ônibus passa perto de casa só em hora certa, por exemplo, às 6h. Em algumas linhas, os horários deveriam ter sido mantidos”, destaca.

Diretora fala sobre os atrasos

A diretora da Escola Estadual Vasco Santos, Maria Cristina de Oliveira Barreto, diz que os alunos ficam expostos a vários tipos de acontecimentos quando está fora da escola.

“Um maior tempo de espera do ônibus pode gerar problemas e isso é uma grande preocupação nossa. Na rua, a responsabilidade é dos estudantes e dos pais, mas nós preocupamos com a vida deles fora da escola também. Orientamos nossos alunos de algumas situações de perigo na porta da escola, esse é o trabalho que temos que fazer, mas não temos funcionários para vigiar os alunos do lado de fora”, explica.

Segundo a diretora, a escola não pode se adequar aos novos horários. “Temos uma tolerância de 5 minutos para a entrada do aluno, não podemos aumentar este tempo. É preciso que os pais conversem com seus filhos e veja com o melhor horário para que o aluno possa chegar no horário certo à escola”, afirma.

Ao chegar atrasado ou sair mais cedo, o aluno vai perder conteúdo aplicado, vai ter menos tempo para fazer uma prova, e isso prejudica muito o ensino. A solução é o aluno chegar mais cedo e ter mais responsabilidade na porta da escola”, afirma Maria Cristina.

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