Exploração das terras-raras está prevista para começar no final do ano

Exploração das terras-raras está prevista para começar no final do ano

Da Redação – A exploração de elementos de terras-raras em Minas Gerais está prevista para sair do papel ainda este ano, diz reportagem do Estado de Minas publicada na edição deste domingo (29). Uma recente descoberta indica que Araxá possui “um dos mais altos níveis óxidos de terras-raras do mundo”, afirma a multinacional canadense MbAC Fertilizer, que produz fertilizantes no Brasil.

De acordo com a publicação, a empresa não detalha a operação, ainda em fase inicial, mas confirmou a concessão de áreas com jazidas de terras-raras, nióbio e fosfato na região do Barreiro.

Em entrevista, o prefeito Jeová Moreira da Costa afirmou que o lançamento da pedra fundamental da obra vai ocorrer em breve, com produção prevista para o fim de 2012.

De acordo com ele, as negociações com a empresa devem envolver investimentos da ordem de R$ 3 bilhões e gerar cerca de 600 empregos, números não confirmados pela multinacional, segundo o Estado de Minas.

Uma reunião com a MbAC está prevista para acontecer até 10 de fevereiro próximo. A MbAC informou que o objetivo é se tornar um dos principais fornecedores de fertilizantes no Brasil,  “e essa aquisição nos deixará mais perto desta meta”, afirmou à reportagem.

Ainda segundo a companhia canadense, a área adquirida cobre 214 hectares de carbonatitos e contém, além de fosfatos, terras-raras e pirocloro (nióbio). A existência de fosfatos foi descoberta no início da década de 1950 e já foi alvo de exploração por empresas como a CBMM e o Grupo Rhodia.

Na avaliação da multinacional, “a área tem excelente infraestrutura e fica na mesma região onde operam as principais empresas brasileiras de fertilizantes”.

As terras-raras têm grande poder em intensidade magnética. Para explorar as jazidas no Brasil, as empresas precisam de autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), uma vez que a manipulação dos metais envolve níveis de radiação.

Nenhum dos dois institutos tem informações quanto a solicitações da MbAC referentes à exploração em Araxá. A Vale Fertilizantes, que também já havia informado interesse e iniciado pesquisas na região, afirmou, via assessoria de imprensa, que a questão ainda está em fase inicial e que “não há informações concretas para divulgar”, cita o jornal.

O Projeto Araxá, confirmado pela MbAC, pode incrementar a pauta de exportações da cidade. “Precisamos, de fato, diversificar e essa perspectiva das terras-raras, que se valorizam mais que ouro, é uma excelente notícia”, afirma Jeová.

O saldo na balança comercial de Araxá foi de US$ 1,8 bilhão em 2010, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O incremento nominal das exportações se apoiou em valorizações como a do ferro-nióbio. Esse, que foi o principal produto da pauta, em volume, variou só 5,83%, mas em valores cresceu 20,07%, variação apoiada na valorização experimentada no mercado internacional – algo que especialistas não esperam para este ano.

Com Estado de Minas

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