FestNatal Araxá 150 anos destaca atrações cênicas

FestNatal Araxá 150 anos destaca atrações cênicas

O fim de semana promete ser especial no FestNatal Araxá 150 anos. O maior festival de arte e cultura de Minas Gerais apresenta espetáculos teatrais neste sábado, 12.

Os grupos Forasteiro de São Paulo e Maria Cutia de Belo Horizonte se juntam aos araxaenses Cia Valentina e Fratelo para fazer a festa com espetáculos especialmente preparados para o FestNatal.

Confira a programação cênica do FestNatal

– Sábado, 12,

  • 9h30, no Centro: Cia Valentiva
  • 10h30, na Av. Antônio Carlos: Forasteiros

Grupo que utiliza um ônibus como cenário para as suas apresentações teatrais

  • 19h, no Estádio: Maria Cutia (Na Roda)

Grupo que apresenta espetáculo brincante para crianças e concerto em Ré. É um show com uma banda de palhados

Os grupos teatrais de Araxá Cia Valentina e Fratelo participam do FestNatal Araxá 150 anos com apresentação de peças e esquetes ao longo de toda a programação.

Forasteiros

Está na estrada um ônibus com um bando de forasteiros. Não se Sabe de onde vem, nem para onde vai. Que lembranças cada

integrante traz consigo? Esses e outros segredos serão revelados em um curioso faroeste brasileiro, encenado pela trupe de atores do grupo Impronozes. O espetáculo Forasteiros, integrante do projeto “Viagem ao Improviso”, que em 2014 foi apoiado pela Lei de Incentivo a Cultura, percorreu mais de 20 mil km, circulando por 23 cidades de oito estados brasileiros. Foram 23 apresentações, sempre gratuitas em praças públicas.

A ideia foi promover a descentralização da arte, ampliando o acesso à cultura, fora do circuito das grandes cidades. Ao final do projeto, cerca 12 mil espectadores foram beneficiados. Através da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o espetáculo teatral “Forasteiros”, conta a história de um pequeno bando que chega de ônibus em uma cidade desconhecida. Cada personagem traz consigo lembranças de sua cidade natal, a considerar Campbell, um homem totalmente sem memórias. Os forasteiros servem-se de elementos dados pelo público para compor essas recordações e, consequentemente, as de todo o bando, definindo elos existentes entre o grupo e a comunidade.

Para a diretora do espetáculo, Rhena de Faria: “a resposta do público será a prova de que o espetáculo realmente é improvisado. E isso será mágico aos olhos de todos!”. A história tem quatro cenas, com temas sugeridos pela plateia, cada uma com um jogo interativo diferente. A montagem conta com uma belíssima trilha sonora instrumental ao vivo executada em banjo e violão, com referências da música Folk americana e da viola caipira brasileira.

O espetáculo é apresentado num ônibus-palco, que possui toda a infraestrutura para as apresentações. Ao final, o público é convidado a conhecer o interior do ônibus, carinhosamente chamado de Donna, a casa dos Forasteiros.

Maria Cutia

O Grupo Maria Cutia foi criado em 2006, na cidade de Belo Horizonte. Seus trabalhos, inicialmente, contemplavam mais as músicas regionais, o resgate de brincadeiras populares e o teatro de rua em sua forma mais arcaica, sem grandes cenários ou armações. Com o passar dos anos, foi estruturando-se como uma companhia de teatro que mistura gêneros, linguagens, cultivando pesquisa própria, a qual denomina de música-em-cena.

Alicerçando sua produção na música (em todos os espetáculos do grupo ela é integralmente executada ao vivo pelos atores) e na improvisação permitida pelo jogo do palhaço e da máscara, mescla o regional/popular com a mistura de gêneros rítmicos e de interpretação.

Durante essa intensa escavação cênica, outras linguagens foram se incorporando e consolidando como importante foco de experimentação do grupo. Ao trabalhar com diversos profissionais, como os diretores argentinos Guillermo Angelelli, Raquel Sokolowicz e Marcelo Savignone, José Regino Oliveira (de Brasília), os palhaços europeus Jeannick Dupont e Johnny Melville, além de Ésio Magalhães, Alice Viveiros de Castro, Grupo Galpão, Clowns de Shakespeare, Grupo Teatro XIX, Os Satyros, Ói Nois Aqui Traveiz, dentre outros, construiu um arcabouço teórico/prático bastante extenso sobre a interpretação teatral e, mais especificamente, a da figura do palhaço.

A pesquisa com a máscara expressiva é iniciada ainda no curso profissionalizante do Teatro Universitário da UFMG (T.U.) – na qual Fernando Linares ocupa a cadeira de Interpretação Dramática. Desenvolvendo experimentações com as máscaras neutra, larvária, inteira de olhos pintados, balinesa, da Commedia Dell´arte e das expressivas, pôde estender esse trabalho, principiado com Linares, para dentro do grupo. Neste momento, inicia investigações com a máscara expressiva também com outros profissionais como Marcelo Savignone e Ésio Magalhães. Ainda sob o impacto de tais referências, inicia sua própria pesquisa, confeccionando máscaras e levando-as para a experimentação na rua com o público.

Atualmente, o grupo alicerça seus pensamentos, questões e experimentos dentro do universo dessas três artes: a música-em-cena; a máscara expressiva; e o palhaço; acreditando que vários aspectos de representação se aproximam e dialogam entre essas linguagens.

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