Fliaraxá 2016 apresenta espetáculos teatrais em todos os dias de programação

Fliaraxá 2016 apresenta espetáculos teatrais em todos os dias de programação
Foto: Divulgação

O V Festival Literário de Araxá (Fliaraxá) – que nesta edição traz o tema “O Amor, a Leitura e as Diferenças” e ocorre de 14 a 18 de setembro -, mantém a diversidade na programação cultural, oferecendo, além de debates, oficinas, concurso literário e lançamentos de livros, destacados espetáculos teatrais da cena nacional. Em 2016, seis montagens compõem o escopo:

“Passagem”

14 de setembro (quarta-feira), 19h, Entrada da Fundação Cultural Calmon Barreto

– 15 de setembro (quinta-feira), 17h, Pátio da Fundação Cultural Calmon Barreto

O espetáculo “Passagem”, do grupo Primeiro Ato, tem como ponto central a influência do olhar no caminhar e convida o público a enxergar a sua própria cidade, o seu lugar.

Com direção coreográfica da diretora artística do grupo, Suely Machado, e coreografia do bailarino Alex Dias, o espetáculo surgiu de uma reflexão e angústia de Suely sobre o ser humano, o que veio ao encontro de uma pesquisa de Alex em seu curso de formação sobre o caminhar.

Durante a apresentação, os bailarinos, também intérpretes e co-criadores, Ana Virgínia Guimarães, Danny Maia, Lucas Resende, Marcella Gozzi, Marcela Rosa, Pablo Ramon, Vanessa Liga e Carlos Antônio promovem uma interação com o público dando dinamismo ao espetáculo.

Classificação: Livre / Duração: 25 minutos

“Jazz do Coração”

14 de setembro (quarta-feira), 21h, Fundação Cultural Calmon Barreto (Auditório 1)

“Jazz do Coração” é um espetáculo inspirado na obra literária da poetisa carioca Ana Cristina Cesar (1952 – 1983). No palco, a atriz Françoise Forton canta e encena um roteiro a partir de textos poéticos e correspondências da escritora que abordam as relações humanas, o amor e a solidão urbana.

A dramaturgia tem a direção do Delson Antunes e dá a ver quadros complexos e de grande beleza, com símbolos que são ricos na articulação das cores, das formas, dos sentidos.

A máquina de escrever, o mimeográfo, as malas, a estante, o metrônomo, o telefone de disco expressam não apenas um mundo anterior à internet, mas também um universo em que as individualidades eram tão valorizadas quanto os encontros reais.

A produção tem como um de seus grandes destaques a trilha sonora. Com sete poemas musicados por Pedro Luis, a codireção musical e preparação vocal de Suely Mesquita, as canções são cantadas ao vivo pela atriz.

Classificação: 12 anos / Duração: 70 minutos

“Delírio do Verbo”

– 15 de setembro (quinta-feira), 21h30, Teatro Municipal de Araxá

Em um monólogo de quase uma hora, o ator Jonas Bloch faz reflexões sobre a infância, o comportamento humano e relembra casos engraçados da vida do poeta mato-grossense Manoel de Barros.

O espetáculo conta histórias de humor e poesia que conduzem o público a um novo olhar sobre a vida, numa linguagem surpreendente e inovadora. A peça tem ambientação cenográfica inspirada na arte de Arthur Bispo do Rosário que, assim como Manoel de Barros, encontra beleza nas “insignificâncias”.

A direção é de Jonas Bloch, a supervisão de Emílio de Mello, figurinos de Cassio Brasil e desenho de luz de Bruno Cerezoli.

Classificação: 12 anos/ Duração: 55 minutos

“Caravana Tonteria”

16 de setembro (sexta-feira), 21h30, Teatro Municipal de Araxá

O musical “Caravana Tonteria”, formado por Letícia Sabatella, Paulo Braga, Fernando Alves Pinto e Zéli Silva, apresenta repertório com canções autorais e obras de grandes compositores como Chico Buarque, Kurt Weill, Duke Ellington e Colle Porter.

O show traça uma viagem de estilos que vão do jazz ao flamenco, do tango à rumba, com músicas que reforçam simbolicamente o ambiente de um cabaré itinerante, com a Caravana rodando pelo mundo e revelando em nuances as influências dos lugares por onde passam.

Com nome emprestado do tango “Tonteria” e ambientado simbolicamente em um cabaré itinerante, o show de música de estilos heterogêneos dialoga com a cena, garantindo um caráter mais performático à apresentação.

Uma banda de alta qualidade musical que têm na interpretação um recurso para a música, assim como a música a serviço da interpretação.

Classificação: livre / Duração: 90 minutos

“Auê”

– 17 de setembro (sábado), 21h30, Teatro Municipal de Araxá

Em cena, a companhia Barca dos Corações – formada nas montagens de “Gonzagão – A Lenda” e “Ópera do Malandro” – apresenta 21 canções autorais e inéditas, em um espetáculo que mescla teatro, dança, performance e música.

Criada em processo coletivo com a diretora Duda Maia, a encenação utiliza as letras como dramaturgia e os oito atores/cantores ainda são responsáveis por tocar todos os instrumentos ao vivo nesta verdadeira farra teatral.

O repertório faz jus ao nome da companhia e traz uma leva de canções cujo tema principal é o amor e todas as suas dores e delícias. As músicas foram compostas pelos atores da Barca (Adren Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Laila Garin, Renato Luciano, Ricca Barros) e alguns colaboradores, como o cantor e compositor Moyseis Marques, que protagonizou a “Ópera do Malandro” com eles, e Laila Garin, atriz de “Elis – A Musical”.

Ao longo dos números, a diversidade musical e rítmica das canções fica explícita nos arranjos assinados por Alfredo Del-Penho e Beto Lemos, que passam por samba de roda, baião, rock, valsa, ijexá, maracatu e coco.

Classificação: Livre / Duração: 90 minutos

“Estamira – Beira do Mundo”

– 18 de setembro (domingo), 18h, Teatro Municipal de Araxá

“Estamira – Beira do Mundo” é livremente inspirado no documentário “Estamira” do diretor Marcos Prado, que ganhou mais de 23 prêmios nacionais e internacionais e retrata a história de uma catadora de lixo, que dá nome ao filme, com uma doença mental crônica, mas com uma percepção do mundo surpreendente e devastadora.

Uma profeta do lixão, carregada de tragédia e humor, delirante e sábia, atordoante e provocadora. Mais do que uma adaptação, o projeto é também um depoimento pessoal e artístico, que fala sobre os que se encontram à margem da sociedade, no meio do lixo do descaso e que são tratados como restos na maior parte da vida.

A voz de Estamira é uma resposta a essa negligência social: o lixão é a representação irônica e trágica da própria condição em que vive a nossa sociedade.

A peça não só é um documentário sobre Estamira, mas também um depoimento de Dani Barros, que reconheceu na história da personagem da vida real retratada no filme de Marcos Prado parte da sua experiência pessoal.

O pano de fundo da história é o lixão, porta pela qual adentramos o universo de Estamira. Lá são encontradas cartas, memórias, histórias que não conseguimos jogar fora.

Classificação: 14 anos / Duração: 75 minutos

Fliaraxá 2016

A curadoria do Fliaraxá é de Afonso Borges, idealizador do Sempre Um Papo, projeto de incentivo à leitura criado há 30 anos. Toda a programação é gratuita e as principais atividades ocorrem na Fundação Cultural Calmon Barreto, e os espetáculos no Teatro Municipal de Araxá.

O Fliaraxá 2016 é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Circuito CBMM de Cultura, com recursos da Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura), com o apoio cultural do Itaú e apoio institucional da Câmara Brasileira do Livro, Câmara Mineira do Livro e do Publishnews.

Realização da Associação Cultural Sempre Um Papo e produção da Rubim Produções. A programação completa do festival está no site www.fliaraxa.com.br e notícias são compartilhadas diariamente nas redes sociais Facebook, Twitter e Instagram.

Serviço

V Festival Literário de Araxá – Fliaraxá

Data: 14 a 18 de setembro, quarta-feira a domingo

Local: Fundação Cultural Calmon Barreto – Praça Arthur Bernardes, 10 – Centro – Araxá

PROGRAMAÇAO GRATUITA

Informações: http://www.fliaraxá.com.brinfo@fliaraxa.com.br

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