Fórum Comunitário aponta necessidade de reativação do frigorífico de Araxá

Fórum Comunitário aponta necessidade de reativação do frigorífico de Araxá

Fórum Comunitário debatendo sobre a reabertura do frigorífico - Foto: Ascom / CMA

O Fórum Comunitário da Câmara desta segunda-feira (23) debateu sobre a reativação e o funcionamento do Frigorífico Municipal. A audiência foi promovida por requerimento do vice-presidente da Casa, vereador Sargento Amilton (PTdoB).

O encontro contou com as presenças de representantes do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, da Vigilância Sanitária, do Departamento de Meio Ambiente, da Associação Comercial (Acia) e proprietários de açougues.

Sargento Amilton abriu o debate relatando sobre a importância do funcionamento do Frigorífico Municipal para os empresários do setor e da população, pois o mercado local da carne bovina encareceu desde que o frigorífico passou por diversas interdições por não atender normas sanitárias e ambientais e, mesmo estando municipalizado (antigo Frigorífico Pacheco) desde o início do ano, a sua reativação até agora não foi executada.

O vereador fez ainda leitura de ofício encaminhado pelo Ministério Público ao Legislativo justificando a não presença na audiência em função de compromissos anteriormente agendados, mas relatou no documento que após um amplo debate judicial, em 23 de janeiro de 2013, o Município assumiu o serviço de abate de animais, após acordo com a direção do extinto Frigorífico Pacheco, se comprometendo a iniciar as atividades no prazo de 180 dias, homologado em 4 de fevereiro do corrente ano.

Entretanto, o prazo venceu em agosto passado. Em sua justificativa, o secretário de Desenvolvimento Rural, Wander Prugger, relatou que a unidade vem passando por adequações desde que o Município assumiu o abate.

Ele relatou que o frigorífico passou por reforma geral e agora está em fase de processos licitatórios para aquisição de maquinário para novo sistema de refrigeração, além de providências que estão sendo tomadas para cumprimento de normas ambientais. Além disso, informou que já adquiriu veículo para o transporte da carne bovina aos açougues, mas em função da morosidade para cumprir com as adequações e investimento não há condições de precisar uma data definitiva para reativação do frigorífico, mas acredita que possa ser já em janeiro de 2014.

Apesar das explicações, Fabrício José Duarte, proprietário de açougue, relatou que perdeu as esperanças para que a situação seja resolvida, pois a classe depende do abatedouro e tem ficado no prejuízo desde que o local foi interditado.

Representando a Acia, o empresário João Bosco Sena de Oliveira, relatou que a entidade está preocupada para que órgãos responsáveis deem mais atenção aos processos de abate de carnes, pois o prejuízo tem sido grande para a cidade e empresários.

Os vereadores presentes levantaram ainda questões sobre a estrutura administrativa e aquisição do frigorífico, sendo informados que após feitas as adequações será encaminhado projeto de lei para autorizar a contratação de funcionários, e que já houve acerto financeiro com o antigo proprietário dentro do que foi de entendimento do Ministério Público.

Em suas considerações finais, Sargento Amilton disse que enquanto o frigorífico não for reaberto a sua principal preocupação é quanto ao abate clandestino de carnes, e vai encaminhar indagações via ofício para esclarecimentos da situação, algumas levantadas durante o Fórum Comunitário, mas principalmente sobre a posição do Executivo de descumprir o acordado com o Ministério Público.

Ascom Câmara

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