Funcionários da formação esportiva do Araxá recebem salários atrasados

Funcionários da formação esportiva do Araxá recebem salários atrasados

Da Redação – O Araxá Esporte Clube quitou todos os débitos do projeto A Base para a Formação Esportiva nesta segunda-feira (25). Atletas e funcionários estavam com mais de dois meses de salários atrasados em decorrência de uma série de ações trabalhistas protocoladas por um advogado de Belo Horizonte. A assessoria jurídica do clube conseguiu transferir o bloqueio da verba proveniente do projeto da Lei de Incentivo ao Esporte para o investimento nas categorias de base de 2010 para 2011, o segundo ano do projeto.

Ao todo, são oito ações trabalhistas antigas, de 1989 a 1999, que bloqueou parte da verba que está disponível pelo Ministério do Esporte e o CNPJ do clube. A dívida pertence ao time profissional, mas grande parte dos clubes brasileiros que são contemplados com a Lei de Incentivo ao Esporte está respondendo ações trabalhistas que bloquearam os recursos do projeto. Em todos os casos, a decisões judiciais têm liberado o dinheiro do projeto e negociam a dívida entre as partes envolvidas.

O presidente do Araxá, Dailsom Lettieri, diz que o clube encontrou uma brecha jurídica para solucionar o problema entre a Justiça do Trabalho e a União. “Nós conseguimos liberar o dinheiro para o pagamento dos atletas e funcionários que fazem parte do projeto e também dos nossos fornecedores e, assim, finalizar o primeiro ano do projeto. Agora, parte da verba referente ao segundo ano é que está temporariamente bloqueada, mas estamos tranquilos e acreditamos que vamos resolver esse problema em breve. A própria Procuradoria da União foi acionada para solucionar o caso, já que o recurso do projeto é publico, pertence à União e não ao Araxá Esporte.”

De acordo com o presidente, a dívida trabalhista é do Araxá Esporte e não da União. “Temos que deixar claro mais uma vez que o dinheiro do projeto Lei de Incentivo ao Esporte é do poder público, não do clube. O Araxá sofreu ao longo dos anos com ações trabalhistas, pois ninguém teve a responsabilidade de defender dessas ações. Nós, enquanto presidente, já pagamos parte dessas dívidas (R$ 150 mil). Para quitar as ações que estão bloqueando o recurso da União fizemos uma proposta para a Justiça que é o que todos os clubes fazem, pegar 20% da renda de cada jogo até pagar as ações. O juiz deu um prazo de 15 dias para apresentarmos uma proposta documentada e estamos formatando.”

Segundo Dailsom, o pagamento de funcionários, atletas e fornecedores marca o fim do primeiro ano do projeto. “Temos que destacar o quanto esse projeto é maravilhoso. A questão social é extremamente importante, pois evita que as crianças tenha um contato com as drogas, gere cerca de 40 empregos diretos, faz com que empresas da cidade movimentem seus produtos, pois são fornecedores do projeto. Enfim, é um projeto excepcional que vamos dar continuidade este ano. Teremos algumas mudanças no quadro de profissionais, alguns serão dispensados para que outros contratados. Uma das novidades é o próprio Cleber (ex-zagueiro do Palmeiras, Atlético-MG e outros clubes) e seu preparador físico que vão compor a comissão técnica de uma das categorias, e também outros profissionais com experiência no segmento esportivo”, destaca o presidente.

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