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Grupo protocola pedido de Comissão Processante contra vereadores acusados de corrupção

Grupo protocola pedido de Comissão Processante contra vereadores acusados de corrupção

Um grupo representado pelo Movimento Brasil Livre (MBL/Araxá), Força Jovem Araxá e por uma servidora municipal protocolou, nesta terça-feira (26), na Câmara Municipal, uma denúncia por quebra de decoro parlamentar contra os vereadores afastados Carlos Alberto Ferreira (Cachoeira), Marcílio Faria, José Maria Lemos Júnior (Juninho da Farmácia) e José Domingos Vaz. A Câmara deve instaurar Comissão Processante para apurar a denúncia na próxima reunião ordinária, terça-feira, 3 de maio.

O documento aponta indícios de infração político-administrativa e ético-parlamentar cometido pelos parlamentares afastados, que também foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais e respondem a processo criminal deferido pelo juiz Renato Zouain Zupo nesta segunda-feira (25).

Além dos quatro vereadores afastados dos cargos por decisão judicial, os ex-vereadores Miguel Júnior, Eustáquio Pereira (que renunciaram do cargos) e Amilton Marcos Moreira (que teve mandato cassado pela Câmara Municipal), também vão responder por corrupção passiva e/ou ativa no esquema de compra e venda de apoio político deflagrado pela Polícia Civil no ano passado.

As informações são do site Araxá na Moral. O representante da Força Jovem Araxá, Luis Flavio de Melo, diz que o cenário político em Araxá exige um posicionamento da sociedade. “Ninguém tomou uma decisão sobre o que estava acontecendo em Araxá (casos de corrupção) e tivemos a coragem de fazer essa denúncia representante à cidade, à população araxaense.”

Lucas Marcondes, coordenador do MBL/Araxá, ressalta que a pressão por um posicionamento do grupo já acontecia há algum tempo. “Antes mesmo de ofereceremos essa denúncia já éramos pressionados, inclusive pela própria imprensa, já que temos nos manifestados nas pautas nacionais. Por isso, tivemos a iniciativa de tomar essa decisão e protocolar essa denúncia.”

Diego Carneiro, que também é coordenador do MBL/Araxá, diz que o Brasil vive um momento histórico e Araxá não poderia deixar de manifestar. “Estamos com um escândalo de corrupção na nossa cidade que envolve diversos parlamentares. O que fizemos era o que o povo pedia e o que também sentíamos. Tínhamos que fazer alguma coisa”, afirma.

A servidora municipal Graça Lopes afirma que não tem receio de qualquer pressão política. “Esperávamos mais pessoas na manifestação na Câmara, mas estamos aqui representando a população. Não tenho medo de ninguém ou qualquer problema com ninguém. Eu estou aqui pronta para servir.”

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