Irmãos vivem em condições desumanas no Pedra Azul

Irmãos vivem em condições desumanas no Pedra Azul

Um barraco com cerca de 15 m², paredes feitas de placas de latão, chão de terra batida e apenas dois colchões que estão molhados pela chuva, ao meio de roupas velhas e muita sujeira. Um fogão velho, encontrado no lixo, é o único modo de esquentar a refeição doada por amigos. Falta energia e água para consumo. Banheiro não existe. A situação desumana vivida por dois irmãos no bairro Pedra Azul comove quem passa pelo local.

De acordo com os vizinhos, os irmãos que moram em área invadida considerada de preservação ambiental há mais de dez anos muitas vezes passam fome e frio. Sem condições financeiras e outro lugar para morar, Reginaldo e Ronaldo Ribeiro se sentem obrigados a permanecer no local e viver na miséria.

A vizinhança diz que eles são pessoas boas e trabalhadoras. “Eles vivem no bairro há muitos anos, têm os problemas deles, mas não incomodam ninguém. Todo mundo aqui conhece a situação de miséria que eles vivem. Ninguém merece viver no meio da sujeira, do lixo, sem um banheiro, uma cama, sem água e luz. A prefeitura já veio aqui, quiseram tirar eles do terreno, mas esse terreno é a única coisa que eles têm. Vão sair daqui e vão para onde?”, diz uma das moradoras do bairro.

Diz Reginaldo. “Não temos nada, não tem banheiro, água, energia, muitas vezes passamos fome e frio. Tem hora que é complicado e a gente tem que batalhar meio forte para tentar viver. Fazemos um bico ou outro para ter um dinheiro para comprar algo de comer, mas um emprego fixo é complicado. Tudo quanto é emprego a gente procura, já catamos até esterco, mas agora eu tô machucado, meu irmão também, e fica ainda mais difícil. Tem mais de dez anos que moramos nesse lugar e não vamos sair. A prefeitura vem aqui, fala que a gente tem que sair porque é uma área de preservação, mas a gente vai para onde? Para debaixo da ponte?”

Segundo ele, vários candidatos pedem voto em época de eleições e depois se esquecem da situação.

Diz Ronaldo. “A gente tá aqui há quase onze anos, não vamos sair daqui porque isso é única coisa que temos. Queremos um cômodo que seja nosso. É difícil demais fica ali dentro, a gente passa frio, passa fome, não tem onde tomar banho, não tem nada.”

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