Jeová apresenta quatro propostas para moradores do Barreiro

Jeová apresenta quatro propostas para moradores do Barreiro

O prefeito Jeová Moreira da Costa se reuniu durante toda a manhã e tarde de hoje (16) com representantes das 155 famílias que moram no Barreiro. Eles foram convidados a comparecer no Gabinete e atendidos em grupo. O prefeito solicitou documentos e provas do tempo em que moram no local, comprovantes, como contas de luz antigas, além de explicarem as raízes e o porquê moram no Barreiro.

O prefeito viaja a Belo Horizonte nesta quinta-feira (19) para falar mais uma vez com a diretoria da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e apresentar dados concretos sobre o número de moradores, os que desejam ficar e sair do local e comprovar que eles não são invasores, através da documentação requerida a todos.

Jeová não quis falar com a imprensa, e segundo a Assessoria de Comunicação, apresentou quatro propostas às famílias.

– Transferir os interessados para um condomínio em outra área no Barreiro.

– Doar um terreno para cada família, em uma área adquirida pela prefeitura, e a Codemig indenizaria os moradores para a construção das casas.

– Apenas a indenização, os moradores decidiriam onde comprar terreno e construir.

– Encontrar soluções para os moradores que não desejam deixar o Barreiro.

Moradores

A maioria disse que o governo de Minas cedeu a área para que os pais e avós, trabalhadores na época construção do Grande Hotel, edificasse suas casas. Morador do Barreiro desde 1933, o aposentado Luiz Gonzaga explica que o pai José Raimundo ganhou um terreno e construiu a casa. “Meu pai trabalhou nas obras do Grande Hotel, por isso que eu moro no Barreiro, mas eles (Codemig) falam que nós somos invasores.” Mesmo morando no Alto Paulista há 75 anos, Luiz pretende deixar o local. ”Vou sair triste, mas não tem mais condições de ficar aqui, o Barreiro não é mais nosso”, destaca.

O morador Mário Lúcio Porto faz parte das 17 famílias que não desejam sair do Barreiro. Segundo ele, já faz 40 anos que mora no local e que a sua casa é boa. “Não tenho interesse de sair do Barreiro por indenização nenhuma. Se a água está contaminada, eu espero que eles (prefeitura) coloquem água da Copasa. Pronto, acabou o caso”, diz.

Já o morador Sidnei Alves pretende se mudar. “Eu particularmente prefiro a indenização porque todos os moradores têm o direito da escolha, de ficar, de ir para o condomínio ou escolher onde morar. A reunião foi boa, isso mostra que as coisas estão andando e que provavelmente este mês possamos bater o martelo no que vai ser feito.”

Segundo Sidnei, tantas propostas podem confundir. “Tem muita gente que não vai saber escolher o que é melhor para si.”

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