Lar Solidário segue fechado por falta de acordo entre deputado e PMA

Lar Solidário segue fechado por falta de acordo entre deputado e PMA

Um desacordo entre a prefeitura e o deputado federal João Bittar inviabiliza a abertura da unidade do Lar Solidário em Araxá. “Inaugurado” em 18 de dezembro de 2008, situado no bairro Francisco Duarte, o local foi construído para desenvolver atividades para cerca de 250 crianças na área de esporte, informática, ginástica e acompanhamento escolar, além de realizar cursos profissionalizantes e atividades para a terceira idade e gestantes.

Mas o que se vê é um espaço com 1.3 mil m² de área construída (veja a galeria de fotos), distribuídos em salas de aulas e de coordenação, laboratório de informática, refeitório, cozinha industrial, quadra poliesportiva coberta e área verde, sendo ocupado por uma só pessoa; o vigia.

“O Lar Solidário não pertence ao poder público, nós podemos responder sobre aquilo que pertence ao poder público e esclareço ao povo que estamos trabalhando para isto. As pessoas que têm a humildade para nos chamar pra sermos parceiros nós estamos sendo parceiros e fazendo a diferença, como por exemplo, a Santa Casa”, diz o prefeiro Jeová Moreira da Costa.

Segundo ele, um acerto para o funcionamento do Lar Solidário não está descartado. “Nós estamos abertos e desde o início nós tivemos esta opinião. Então, todas as entidades que estão realmente buscando nossa parceria, como a Fada, a Apae, SOS e Casa do Caminho, nós somos parceiros.”

Jeová afirma que vai administrar visando o bem da comunidade e que algumas entidades são abertas para interesses próprios. “A administração está aberta e vê o que é melhor para a nossa comunidade, agora é claro que há pessoas que ainda não desceram do palanque, estão com a vaidade dentro de si, estão fazendo entidades para interesses próprios e a visão desta administração é o interesse coletivo.”

Mesmo com essa queda de braço, o prefeito afirma que não há questão política. “Não existe questão política, existe questão administrativa, existem os recursos. Os recursos que saem da prefeitura devem sair direcionados para atender o interesse coletivo e não interesses menores de entidades que querem levar vantagem para fazerem promoção pessoal.”

Caso o município e o Lar Solidário não cheguem a um acordo, Jeová destaca que o funcionamento de entidades com as próprias pernas é bom.

“Ficamos felizes quando entidades que conseguem abrir suas portas com os recursos próprios da fundação, o que é muito bom, pois a comunidade de Araxá tem dois serviços a procurar – o público e o dessas entidades, que falam que são filantrópicas”, diz.

João Bittar

Em nota enviada ao Diário de Araxá por sua assessoria de imprensa, o deputado João Bittar, ele explica que o Lar Solidário é uma organização não-governamental (ONG) de ação social, educativa e cultural, sem fins lucrativos, fundada por ele.

“A instituição é a maior ONG do interior de Minas, com capacidade para atender 180 mil pessoas em suas unidades, que são construídas e mantidas em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Fundação Internacional Vitae, o governo do Estado e prefeituras”.

Idealizado também em parceria com o BNDES, o Lar de Araxá ainda não iniciou suas atividades. A direção dessa organização está aguardando o posicionamento da prefeitura para a assinatura do convênio de cooperação mútua, visando estabelecer uma parceria administrativa entre o município e a entidade”.

De acordo com a advogada da instituição, há um desacordo da prefeitura quanto às clausulas de exigência do BNDES que devem ser cumpridas pela administração da cidade. “Ambas as partes estão negociando para que a situação seja resolvida da melhor maneira possível”.

“É de total desejo da direção do Lar Solidário que o convênio seja assinado rapidamente para que todas as atividades, já desenvolvidas nas outras 19 unidades, sejam realizadas também no município de Araxá”.

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