Levantamento aponta que mais de 500 crianças estão sem educação infantil

Levantamento aponta que mais de 500 crianças estão sem educação infantil

A promotora curadora da Infância e Juventude, Mara Lúcia Silva Dourado, aponta que uma pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Educação indica que Araxá tem uma demanda reprimida de 520 crianças entre 0 e 6 anos que não têm acesso ao ensino infantil na cidade, o que representa 13% do total (3,6 mil) dos alunos da rede  municipal. O levantamento mostra ainda que o setor Norte é o que mais demanda vagas.

Araxá tem 11 Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis) e três escolas de educação infantil; outros dois Cemeis estão em fase final de construção e previstos para serem inaugurados no final deste ano – um no Pão de Açúcar (Norte) e outro no Abolição (Oeste). 

“Fizemos todo o mapeamento dessa população infantil no início do ano e já providenciamos o aumento da rede. Estamos terminando a construção dos Cemeis do Pão de Açúcar e do Abolição e já estamos com um projeto no Ministério da Educação para tentar captar recursos para a construção de uma nova unidade”, explica a secretária Giovana Maria Mesquita de Paula Guimarães.

Ela diz que a falta de vagas é normal de acontecer na educação infantil. “A demanda é constante porque a população infantil cresce rapidamente no Brasil e em Araxá não é diferente. É bom explicar que essa escassez de vagas não acontece no ensino fundamental. A partir do 1º ano até o 9º ano a rede está toda atendida e não temos problemas de falta de vagas”, ressalta.

A secretária afirma que os dois novos Cemeis  tê capacidade para receber no total 480 crianças – 240 cada. ”Caso não haja um aumento significativo na demanda vamos colocar o outro Cemei, que o projeto está no Ministério da Educação, em tempo integral, atendendo 120 alunos. Vamos conseguir suprir essa demanda e, além disto, já providenciamos a ampliação de alguns Cemeis que estão em funcionamento.”

Apesar disso, Giovana questiona que algumas mães que não trabalham deixam seus filhos nas unidades sem ter necessidade, principalmente crianças de 0 a 3 anos. “E mesmo sabendo disso nós temos que atender esse público porque passa a ser uma responsabilidade nossa a educação dessas crianças.”

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