Mauro Chaves demonstra indignação contra a manipulação política

Mauro Chaves demonstra indignação contra a manipulação política

O vereador Mauro Chaves (PDT) demonstrou indignação e revolta com a manipulação política para reeleição do ex-presidente Miguel Júnior (PMDB) na Mesa Diretora da Câmara Municipal. O parlamentar disse que os áudios de gravações telefônicas feitas pela Polícia Civil, na investigação dos casos de desvio de dinheiro da Santa Casa e na compra de apoio político no Legislativo, não podem ser encarados com naturalidade pela população. “Vou tomar atitudes enérgicas. É um absurdo a forma que tramitou o processo de reeleição da Mesa Diretora. Volto a ressaltar. Não tenho medo de ninguém. Não tenho medo de bandido. Temos que tentar mudar a política de Araxá”, destacou o parlamentar em discurso na Câmara nesta terça-feira (13).

Os áudios citados pelo vereador indica a participação política do prefeito Aracely de Paula (PR) no processo de reeleição da Mesa Diretora. As conversas entre o prefeito e o ex-presidente Miguel Júnior, que correm em segredo de Justiça, vazaram por meio de advogados que trabalham nos inquéritos e foram divulgados em mídias sociais. Miguel pede apoio ao prefeito para evitar que o vereador Mauro viabilize sua candidatura nas eleições da Mesa Diretora.

De acordo com Mauro, os diálogos demonstram o quanto que é suja a política. “Fiquei extremamente chocado, constrangido e até revoltado com a forma que foram essas combinações políticas que resultaram na reeleição do presidente da Mesa Diretora em 2014. A gente acaba percebendo o tanto que é podre e o tanto que é suja a política. São diálogos pesados, que acabam realmente chocando a população, como bem disse o delegado regional em entrevistas. Se realmente queremos mudar o rumo da política, temos que tomar atitudes enérgicas. Eu tenho interesse de colaborar com a cidade de Araxá e tenho que tomar uma atitude. Não podemos aceitar esse tipo de política”, destaca.

Segundo o parlamentar, uma comissão processante não está descartada. “A Câmara Municipal tem que chamar a responsabilidade para resgatar sua credibilidade. Não podemos ficar de braços cruzados. Não descarto qualquer possibilidade. Algum pedido de providência, que seja legal e esteja bem fundamentado, será tomado nos próximos dias. O poder Legislativo sofreu uma influência muito forte do Poder Executivo. Tirou a independência do Legislativo. As medidas que vou propor poderão atingir os podres Executivo e Legislativo. Alguma atitude tem que ser tomada, pois é revoltante a forma como se deu o processo de reeleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal em 2014.”

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