Ministério Público denuncia promotor de eventos por estelionato contra a Santa Casa

Ministério Público denuncia promotor de eventos por estelionato contra a Santa Casa

O Ministério Público de Minas Gerais (MP) denunciou o promotor de eventos e ex-coordenador de Comunicação da Santa Casa de Misericórdia de Araxá, Alessandro Cassiano Cardoso, pela prática de crime de estelionato. Ele é acusado de desvio de verbas de um show beneficente realizado em prol do hospital. De acordo com a denúncia oferecida pelo promotor criminal Fábio Soares Valera, Alessandro Cardoso não prestou contas de quase R$ 45 mil que deveriam ser repassados à Santa Casa.

O promotor de eventos foi denunciado à Justiça na forma do artigo 171 do Código Penal Brasileiro, quando se obtém para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento. A pena de reclusão é de um a cinco anos, e multa. À pena aumenta-se um terço se o crime é cometido em detrimento de entidade de direito público ou de instituto de economia popular, assistência social ou beneficência.

Entenda o caso

Alessandro Cardoso foi investigado por suposto desvio de verbas em um show beneficente promovido em prol do aniversário de 130 anos da Santa Casa. O show com a dupla sertaneja Gino e Geno foi realizado em março de 2015 e na teoria toda a renda arrecadada pelo show seria em benefício do hospital.

As notícias, que já eram compartilhadas com o Ministério Público, ganharam investigação própria da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil após o investigado cometer alguns crimes contra a honra de algumas pessoas em Araxá. Após um mandado de busca e apreensão cumprido no dia 26 de novembro de 2015, na residência de Alessandro, a Polícia Civil conseguiu identificar algumas irregularidades em relação a documentos apreendidos referentes ao show.

O investigado teve sua prisão temporária de cinco dias decretada pelo Poder Judiciário no dia 7 de dezembro 2015, que depois foi prorrogada por mais cinco dias. Durante esse período, a Polícia Civil conseguiu colher provas que apontaram que o investigado Alessandro Cardoso deixou de repassar o dinheiro arrecadado com doações à Santa Casa.

Fonte: Parceria Araxá na Moral

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