Mototáxis clandestinos estão com os dias contados

As assessorias municipais Especial de Governo e de Transportes e Trânsito estão promovendo uma ação preventiva para acabar com a clandestinidade do serviço de mototáxi em Araxá. De acordo com as assessorias, foram identificados, através de denúncias, nove pontos clandestinos na cidade.

Elas alertam que muitos condutores não têm habilitação e as motos não possuem seguro suplementar que dá assistência em caso de acidente com o passageiro, além de muitas terem vida útil fora do que está especificado na legislação, colocando em risco a segurança do usuário.

“Queremos dar condições para que os mototaxistas possam se regularizar. A prefeitura entende que para esse tipo de serviço a segurança do usuário deve sempre estar em primeiro lugar”, alerta o assessor Especial de Governo, Alcameno Alves.

Segundo Alcameno, “empresas” e mototaxistas autônomos que continuarem trabalhando na clandestinidade serão fechadas e/ou multados em até 30 dias. A regularização deve ser feita na prefeitura em até 60 dias. O prazo passa a valer a partir da próxima segunda-feira (11).

O assessor de Transportes e Trânsito, José Maria Trindade, explica que a moto regularizada deve conter placa vermelha, placa amarela suplementar reflexiva (regulamento do município), além do condutor ter que usar obrigatoriamente colete e capacete com identificação da empresa em que trabalha. Em Araxá são 78 mototaxistas regularizados, sendo que este número pode chegar a 132 após a nova regularização.

In loco

A imprensa foi convidada pelas assessorias para conferir in loco dois dos nove pontos clandestinos da cidade, o Mototáxi 100 Destino, situado na rua Cassiano de Paula Nascimento, 241, bairro Santo Antônio, e o Mototáxi Alvorada, localizado na rua Pernambuco, próximo ao Centro Social Urbano (CSU), bairro Alvorada.

Os proprietários Maílson Lima da Costa (100 Destino) e Marco Antônio Xavier (Alvorada) dizem que trabalhavam em empresas regularizadas, mas elas cobravam um alto valor na diária de serviço.

Com isso, eles resolveram trabalhar na clandestinidade. Maílson e Marco Antônio dizem que vão procurar a prefeitura para regularizar suas empresas e as motos. “Trabalhando corretamente, todo mundo sai ganhando”, afirma Maílson.

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