MP pede novas diligências no inquérito de compra de apoio político na Câmara Municipal

MP pede novas diligências no inquérito de compra de apoio político na Câmara Municipal

O Ministério Público de Minas Gerais (MP) solicitou novas diligências no inquérito de compra de venda de apoio político na Câmara Municipal de Araxá nesta segunda-feira (22). O promotor Marcus Paulo Queiroz Macêdo considera fundamental para análise do processo o interrogatório de mais quatro pessoas que podem ter algum tipo de conhecimento ou envolvimento com o caso. A Polícia Civil tem até 30 dias para cumprir com esses novos pedidos, mas a expectativa é que esses depoimentos sejam realizados nos próximos dias.

“O inquérito chegou para o MP na semana passada e analisei ele, inclusive, no final de semana. Nesta segunda-feira, devolvemos o processo para que algumas diligências suplementares sejam realizadas. Solicitamos que mais quatro pessoas que poderiam ter algum tipo de conhecimento ou envolvimento com o caso sejam interrogadas pela Polícia Civil. Essas pessoas fazem parte do contexto da investigação. A Policia Civil tem agora um prazo de até 30 dias para fazer as diligências, mas são coisas simples e acredito que nos próximos dez, quinze dias, o inquérito retorna ao Ministério Público e logo em seguida deveremos apresentar as denúncias”, destaca o promotor Marcus Paulo Queiroz Macêdo.

Inquérito

A Polícia Civil aponta o ex-presidente da Câmara Municipal, Miguel Júnior, e o vereador Cachoeira (PDT) como coordenadores do esquema de corrupção no Legislativo. Os dois foram indiciados por corrupção ativa e organização criminosa. Já o ex-vereador Eustáquio Pereira (PTdoB), e os parlamentares José Domingos Vaz (PDT), Marcílio Faria (PT), Sargento Amilton (PTdoB) e Juninho da Farmácia (DEM) foram indiciados pela Polícia Civil por corrupção passiva e organização criminosa na venda de apoio político no Legislativo araxaense.

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