O curso de Direito na vida de jovens advogados

O curso de Direito na vida de jovens advogados

SÉRIE ESPECIAL – ESCOLHA A SUA PROFISSÃO

O Direito está entre os cursos de graduação mais tradicionais do país e lidera o ranking dos mais procurados pelos estudantes brasileiros que concluem o ensino médio, o que, em Araxá, não é diferente. Além das áreas mais conhecidas do Direito – civil, trabalhista e penal – estão novidades como telecomunicações, bioética, informática e internet, que estão se afirmando e ampliando o mercado de trabalho nas esferas públicas e privadas.

O profissional de Direito pode atuar nos três poderes da República, especialmente no Judiciário, onde os principais cargos são restritos aos bacharéis nesta área.  As oportunidades vão desde cargos técnicos nos tribunais com boa remuneração, passando pela área de segurança pública, consultorias, assessorias e escritórios de advocacia. Para quem não tem aptidão para advogar, uma das alternativas mais adotadas é o concurso público, que geralmente apresenta boas perspectivas.

Na avaliação do coordenador do curso de Direito do Centro Universitário do Planalto de Araxá (Uniaraxá), professor Nilson Vieira de Carvalho, em tudo que se refere à vida humana há a presença indispensável do direito. Segundo ele, o objetivo do curso é preparar para a vida e melhorar o cidadão para que ele possa transformar a sociedade.

O currículo é diversificado e atualizado semestralmente. Desperta o senso crítico, a consciência cidadã sobre direitos humanos e tudo aquilo que pode gerar solução. “É impossível alguém passar pelo curso de Direito e não se tornar uma pessoa melhor”, avalia o coordenador.

Durante o curso, o acadêmico tem oportunidade de estágio em escritórios de advocacia e em vários setores públicos como Câmara Municipal, prefeitura, Ministério Público e Fórum. Geralmente, ao longo do curso, submetem-se a concurso ou ingressam na carreira na condição de estagiários. O Uniaraxá também prepara os alunos para o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), teste que os habilita ao registro profissional inerente à tarefa de advogar, através de simulados e orientações atualizadas.

A prática jurídica na visão dos egressos

O advogado Robson Merola de Campos, egresso da quarta turma de Direito do Uniaraxá, revela que tudo que possui hoje deve ao curso. Formado há cinco anos, ele se dedica à advocacia em tempo integral, sua única atividade e fonte de renda.  “Eu deveria ter ingressado no Direito há mais tempo. Sempre gostei de ver filmes sobre julgamentos em tribunais e os anos de trabalho na área da comunicação, em rádio e jornal, fortaleceram a minha escolha”, conta Merola.

Ele diz que se decidiu pelo curso porque tinha facilidade para falar e escrever, além de sempre gostar de ler. “Eu já trabalhava com processos administrativos contra o INSS quando entrei para o Uniaraxá. Depois fiz o exame da OAB e estou atuando nas áreas cível, criminal e previdenciária”, afirma.

Uma das preocupações do candidato ao curso de Direito é o grande número de advogados atuando na cidade, mas Robson Merola entende que o mercado é amplo e seleciona os melhores profissionais.

“Quem fez o curso de forma séria e se dedica à advocacia vai bem. São inúmeras as possibilidades de trabalho. Aquele que não quer ser advogado pode fazer concurso público, ser juiz ou promotor, atuar em outras áreas. Para ser advogado, eu recomendo muito estudo, dedicação e perseverança. Quem tiver perfil para seguir esses caminhos com competência, provavelmente será bem sucedido”, diz.

A professora do curso de Direito do Uniaraxá, Marcella Franco Maluf Idaló, conta que sempre se identificou com a profissão – tem afinidade para atuar na área de humanas, gosta de lidar com as pessoas, de procurar solução dentro das leis para resolver conflitos e o direito social, que sempre chamou sua atenção.

“O Direito é uma das profissões mais antigas do mundo e vale a pena cursar”, recomenda. Para Marcella, fazer com seriedade um bom curso de Direito é o mínimo que se exige de um bom profissional. Além da graduação, é importante pensar na formação continuada, através de atualizações constantes e cursos de pós-graduação, além de estudar diariamente.

A conduta deve ser de um profissional ético, comprometido, perseverante e muito disciplinado. “Só se procura o Judiciário para a solução de problemas, por mais consensuais que eles sejam. Nós lidamos com prazos, então é fundamental que a disciplina esteja inserida na rotina do advogado”, destaca.

Ela acrescenta que a leitura é imprescindível para o operador do direito, pois ele terá que ler a doutrina, pesquisar a jurisprudência, enfim, toda a informação do profissional jurídico que se dá por meio da leitura.

“Considerada, geralmente, um dos grandes desafios da profissão, a prova da OAB requer uma dedicação especial ao estudo, porque contém questões de entendimento múltiplo que testam, além do conhecimento, o lado psicológico do aluno”, afirma a professora.

“Mas o aspecto positivo do exame da OAB é que ele contribui para a seleção dos profissionais, garantindo a excelência dos serviços prestados à comunidade”, ressalta Marcella.

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