Ouro Minas pode deixar o Grande Hotel

Ouro Minas pode deixar o Grande Hotel

A Rede Ouro Minas pode deixar a operação do Grande Hotel do Barreiro em Araxá. Segundo consta no processo de licitação da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), proprietária do Grande Hotel, o grupo manifestou o desejo de encerrar as atividades. Um processo de licitação foi aberto até o dia 5 de fevereiro para a contratação de uma empresa especializada que possa arrendar o hotel.

Todas as informações estão disponíveis no site da Codemig, que recebe royalties sobre a receita líquida mensal, fixados em 4%. Em entrevista  ao programa Comando Geral da Manhã (Rádio Cidade) nesta manhã (26), o gerente-geral dos hotéis da Rede Ouro Minas, Acácio Pinto, disse que o percentual atual é de 11%, o que inviabiliza a manutenção do empreendimento pela rede.

“O edital começa com 4%. Se por acaso o faturamento do hotel for inferior à soma de 4%, somando R$ 40 mil, você (a Codemig) tem R$ 40 mil garantidos”, conta.

“Só para se ter uma idéia, a média que se paga hoje pelo aluguel é 11%, sendo 4% uma redução de mais de 50%. Essas novas condições nos interessam muito para continuarmos administrando. Foi a única forma legal que encontramos para fazermos um novo edital”, afirma.

O Grande Hotel e todo o Complexo do Barreiro são tombados pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico de Minas Gerais (Iepha) e protegidos pela constituição do Estado de Minas Gerais desde 1989. Para Acácio Pinto, são fatores que aumentam os gastos no hotel. Ele explica que uma simples reforma passa a se tratar de uma restauração devido ao tombamento histórico.

Interesse

O gerente-geral afirma que o interesse é negociar melhores condições junto à Codemig para arcar com os custos de manutenção de maneira viável. “Nós vamos concorrer a essa nova etapa com o desejo de continuar, justamente por tudo que foi feito nos últimos cinco anos e o Grande Hotel e Termas de Araxá passou a ser objeto de desejo”, diz.

Risco

Acácio diz estar ciente da concorrência e do risco que o Ouro Minas pode correr com o interesse de outras empresas na participação da licitação. “Nosso desejo não é deixar Araxá em momento algum, até pela nossa responsabilidade aos empregados e à sociedade em geral”, afirma.

“Infelizmente, no mundo dos negócios contamos com o risco, não é nosso desejo e nem queremos pensar nisso pelo sentimento que temos pelo empreendimento e pela cidade, mas há o risco e não podemos negar” acrescenta.

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