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Período seco em Minas traz riscos de queimadas ao sistema elétrico

Período seco em Minas traz riscos de queimadas ao sistema elétrico

Cemig

A ocorrência de queimadas, que aumenta nesta época do ano, pode causar interrupções no fornecimento de energia elétrica, trazendo transtornos à população. Segundo informações da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig registraram-se, em 2012, 287 desligamentos, que afetaram mais de 350 mil consumidores no Estado, com destaque para as Regiões Central e Norte. Em 2013, até o mês de julho, 63 interrupções deixaram mais de 30 mil clientes sem energia.

De acordo com o gerente da Cemig Carlos José Thiersch, historicamente, agosto, setembro e outubro são os meses que concentram o maior número de incidentes dessa natureza. No ano passado, 69% das interrupções no fornecimento de energia causadas por queimadas aconteceram naquele período.

“Isso ocorre porque agosto e setembro, principalmente, são os meses que apresentam os menores valores de umidade relativa do ar”, explica o meteorologista da Cemig, Arthur Chaves. “A baixa umidade, que deixa o solo e a vegetação mais secos, aliada à elevação da temperatura, devido ao fim do inverno, leva à ocorrência natural de incêndios.” Além disso, o meteorologista destaca que pedaços de vidro, plásticos e pontas de cigarro deixados pelo homem em beiras de estradas, por exemplo, também são responsáveis por desencadear queimadas.

Ao atingir redes de distribuição, os incêndios podem provocar a queima de postes e cruzetas de madeira e, consequentemente, o rompimento dessas estruturas e de cabos condutores. O gerente da Cemig destaca que, nesses casos, para religar os circuitos atingidos, é necessário recompor os materiais, atividade que exige um tempo maior para ser executada. “Há também o risco de curtos-circuitos em linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica, causados pelo aquecimento das proximidades dos cabos condutores”, ressalta Carlos Thiersch.

Para minimizar os danos causados pelas queimadas, a Cemig, já se antecipando ao período seco, realiza, anualmente, ações preventivas, investindo cerca de R$ 4 milhões em ações de limpeza de faixa, com a poda de árvores e vegetações, acero ao pé das torres e aplicação de pintura antichamas nos postes de madeira em locais de risco.

Dicas

De acordo com a Cemig, as principais causas de incêndios florestais em Minas são a queima preparatória de pastos e de terrenos para plantio, especialmente em períodos de altas temperaturas e baixa umidade do ar, além da queima de lixos e de tocos de cigarros jogados em beiras de estradas, atingindo a vegetação seca, e descargas atmosféricas. Para ajudar a diminuir os focos, a Empresa recomenda:

· fazer queimadas somente com autorização do IEF (0800 283 2323), Ibama ou órgãos competentes e de forma controlada, com a construção de aceiros e barreiras que impeçam a propagação das chamas. O aceiro pode ser feito por meio de valas ou da limpeza do terreno, de modo a obstruir a passagem do fogo;

· não jogar pontas de cigarro próximo a qualquer tipo de vegetação;

· apagar com água o resto do fogo em acampamentos para evitar que o vento leve as brasas para a mata;

· não realizar queimadas a menos de 15 metros de rodovias, de ferrovias e do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica.

A Cemig lembra que é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais. De acordo com a legislação, o indivíduo que cometer o crime ambiental terá que responder a processo, com possibilidade de prisão, e deverá pagar multa pelo dano ambiental causado.

Em caso de incêndios, o Corpo de Bombeiros (193) ou as Brigadas Voluntárias de Combate a Incêndios Florestais devem ser avisados o mais depressa possível.

 

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