Polícia Civil deflagra Operação Limpeza

Polícia Civil deflagra Operação Limpeza

A Polícia Civil (PC) realizou a prisão temporária de quatro vereadores suspeitos de participarem de um esquema de compra de votos para apoio político na eleição e reeleição do presidente Miguel Júnior (PMDB). A Operação Limpeza, deflagrada após a delação do presidente do Legislativo no segundo interrogatório sobre o caso de desvio de dinheiro da Santa Casa de Misericórdia de Araxá, prendeu os vereadores José Domingos Vaz (PDT), Eustáquio Pereira (PTdoB), Sargento Amilton (PTdoB) e  Juninho da Farmácia (DEM), licenciado do cargo para ocupar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural.

A Polícia Civil informa que o apurado até o momento aponta que os vereadores presos recebiam uma espécie de “mesada” mensal, como forma de manterem o apoio político ao Presidente da Casa Legislativa. “O presidente da Câmara Municipal de Araxá, Miguel Júnior, que ainda encontra-se detido é o chefe da organização criminosa, sendo o responsável pelo pagamento das propinas”, informa a polícia.

Os delegados responsáveis pela investigação da compra de apoio político para eleição e reeleição do presidente Miguel Júnior são os delegados Conrado da Costa Silva e Cézar Felipe Colombari. O Juiz da Vara Criminal, Renato Zupo, concedeu o mandado de prisão dos quatro vereadores e determinou o afastamento imediato dos envolvidos dos cargos públicos que ocupam. A investigação é um trabalho conjunto da Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário.

Segundo o delegado Cézar Felipe, todos os vereadores envolvidos foram presos por suposta corrupção passiva praticada pela corrupção ativa do Miguel enquanto candidato a presidência da Câmara. “Algum tipo de vantagem pecuniar (propina) ou não eles receberam para apoiar a candidatura para eleição e reeleição da presidência”, destaca.

“O presidente Miguel Júnior contribuiu com a investigação e terá o alvará de soltura concedido nesta quinta-feira, 20, por delatar o esquema de corrupção. O vereador Sargento Amilton nega participação no esquema e continuará  preso (aquartelado no 37 Batalhão da Polícia Militar) em razão aos novos fatos.”, destaca o delegado Cézar Felipe Colombari.

Segundo a Polícia Civil, os quatro vereadores presos devem ser ouvidos até sexta-feira. 

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