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Políticos estão presentes em 1.789 comunidades do Orkut

Políticos estão presentes em 1.789 comunidades do Orkut

Estudo realizado pela jornalista Isabella Tavares, na Unilegis (Universidade do Legislativo), mostra que há 1.789 comunidades no Orkut que abordam o perfil, fazem críticas e elogios aos congressistas brasileiros.

De acordo com a pesquisa, dos 513 deputados, 374 têm um espaço no Orkut –as chamadas comunidades. Já entre os 81 senadores, apenas oito não têm nenhuma referência no site de relacionamento.

A pesquisa foi realizada durante os meses de setembro e outubro de 2008, na etapa final das campanhas eleitorais municipais. Três senadores e 81 deputados federais foram candidatos nas eleições municipais.

Pelo estudo, apesar do número de senadores ser seis vezes menor do que o de deputados, eles são proporcionalmente mais presentes no Orkut do que os integrantes da Câmara.

Para a pesquisadora, o destaque dos senadores no site se refere ao fato de o Senado ter se envolvido nos últimos anos em quatro CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), além do escândalo que levou à renúncia do ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL).

Elogios

Das 1.789 comunidades identificadas na pesquisa, a maior parte se divide entre as oficiais– elaboradas pelo próprio parlamentar ou por correligionários– e as positivas –que fazem divulgação do mandato e da carreira política do parlamentar. As comunidades com elogios predominam em relação às críticas.

Pela pesquisa, 217 deputados e seus correligionários mantêm comunidades no Orkut em tom elogioso, enquanto 59 senadores também têm grupos favoráveis na página de relacionamento. Do total, 177 comunidades assumem ser oficiais.

Mas entre as comunidades há também grupos que apenas descrevem os perfis dos políticos e fazem comentários sobre o desempenho deles.

No entanto, a pesquisadora informou que existem ainda comunidades com conteúdo “impublicável”, que reúnem deboches e insultos –em geral elas trazem no seu título expressões do tipo “fora”, “eu odeio” e “ladrão”.

FONTE: FOLHA ONLINE

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