Pontos mais críticos serão priorizados na restauração de estradas de terra

Pontos mais críticos serão priorizados na restauração de estradas de terra

As péssimas condições das estradas vicinais e o pouco número de maquinários disponíveis na prefeitura impedem a recuperação de todas as vias rurais que cortam Araxá. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural vai restaurar apenas os pontos mais críticos.

Para agilizar a melhoria das estradas vicinais permitindo o acesso às escolas rurais, o escoamento da produção e o fomento do turismo rural, um projeto que divide a Zona Rural em quatro módulos foi elaborado. O primeiro é das vias que dão acesso à comunidade da Argenita. A conclusão das obras está prevista para 30 dias., mas com a chegada das chuvas os outros setores não devem ser recuperados.

A situação das estradas vicinais que atravessam o município é alvo de reclamações de moradores e produtores. Desde as chuvas no início de 2009, as vias que ligam a cidade aos povoados e fazendas da região estão em péssimas condições e tem gerado prejuízos para quem necessita trafegar pelas estradas.

Em alguns pontos, os buracos são enormes, o que impede a passagem de veículos menores e exige habilidade dos condutores de caminhões que transportam leite e animais. Os trabalhadores que utilizam as vias reclamam que a prefeitura não tem dado à devida atenção ao problema e com a chegada chuvas a situação pode piorar ainda mais.

O secretário municipal de Desenvolvimento Rural e assessor Especial de Gabinete, Francisco Carlos Antonello, diz que a administração municipal tem dois objetivos em relação às estradas vicinais.

“Temos um projeto chamado SOS onde todas as reclamações sobre as condições das estradas de terras estão sendo atendidas emergencialmente. Quando somos informados sobre os pontos mais críticos, nós encaminhamos nossa equipe ao local e fazemos o tapa-buraco, tiramos curvas mais acentuadas, atoleiros, consertamos mata-burros e pontes. Também temos uma outra equipe que há dois meses está realizando a restauração e isso é um processo demorado”, afirma.

“Estamos fazendo um trabalho definitivo, onde cada pista está sendo alargada, com no mínimo 7 metros de largura de forma que um caminhão passe por outro sem procurar acostamento, estamos tirando os locais onde a água fica empossada e provoca os atoleiros, dentre outras melhorias”, acrescenta Antonello.

De acordo com ele, a medida será realizada em todas as estradas vicinais que cortam o município. “A primeira etapa de restauração iniciou pelo trevo da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) e já está na região do Morro da Mesa e vai até o Mourão Rachado. Nós dividimos o município em quatro módulos para pode realizar o serviço e dentro de 30 dias vamos terminar essa primeira fase”, diz.

“Não vamos ter condições de recuperar em definitivo todos os módulos até a chegada do período de chuvas, mas teremos máquinas disponível para atender pontos isolados, onde a situação é mais crítica. Cabe ressaltar é que essas estradas ficaram muitos anos sem um trabalho definitivo e isso dificulta ainda mais nosso a restauração. O nosso compromisso é deixar as estradas vicinais transitáveis, o nosso objetivo é deixar as vias em perfeito estado, mas isso vai demorar um pouco mais”, esclarece.

Segundo o secretário, cada estrada vicinal tem suas ligações secundárias, chamadas de galhos, e os pedidos para recuperação desses acessos são grandes. “Todas as reclamações de locais intransitáveis estão sendo atendidos de imediato. O que as pessoas não entendem é que nossa prioridade são as estradas vicinais, as principais, depois vamos atender os galhos que levam até as propriedades”, afirma.

Antonello acrescenta que o prefeito Jeová Moreira da Costa já autorizou a abertura de uma licitação para contratar empresas que irão auxiliar o desenvolvimento do trabalho. “Portanto, vamos atender os pontos mais críticos de emergência, a restauração dos quatro módulos vai demorar um pouco mais.”

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