Prefeitura lança projeto para reduzir problemas sociais com migrantes

Prefeitura lança projeto para reduzir problemas sociais com migrantes

As imediações do Terminal Rodoviário de Araxá e as principais vias do Centro são os locais preferidos. O comércio também tem sido alvo frequente. Alguns chegam a ser agressivos ao pedir dinheiro e, quando recebem um não como resposta, ameaçam e intimidam os cidadãos até conseguirem um trocado.

O número de mendigos, na sua grande maioria migrantes, vem aumentando muito nos últimos meses e se tornou um grave problema social. Na tentativa de buscar uma solução definitiva e reduzir a quantidade de pedintes nas ruas, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano lançou hoje (21) o Serviço de Atendimento ao Migrante (SAM), que visa oferecer um maior amparo social a essas pessoas.

Menores, velhos, drogados e desempregados, o perfil do morador de rua que se torna cada vez mais frequente em Araxá é como de qualquer outro grande centro urbano. Alguns citam que dentre os fatores que os motivam a ser andarilhos está o abandono da família e a exclusão social e econômica, mas a maioria aponta as drogas e álcool como responsáveis por viverem nas ruas. Sem políticas públicas com sucesso para combater esse problema social, os municípios contribuem para o aumento dessa população ao pagarem passagens para cidades vizinhas.

O secretário Luciano Pires diz que Araxá tem recebido migrantes de diversas partes do Brasil. “Seja do Norte ou Nordeste, muitas pessoas vêm para o Sudeste do país para trabalhar no agronegócio e muitas vezes não encontram uma situação de emprego que pretendiam e acabam sem ter como voltar para a casa. Sem dinheiro para pagar aluguel e até para se alimentarem, essas pessoas acabam se tornando um problema social para o município. Para tentar solucionar o problema, criamos o Serviço de Atendimento ao Migrante (SAM) que vai trabalhar oferecendo um atendimento diferenciado.”

De acordo com ele, o serviço será disponibilizado segundo o desejo do migrante. “Teremos assistentes sociais que vão disponibilizar passagens rodoviárias para que essas pessoas possam voltar para casa. Para os que quiserem um lugar para descansar, alimentar, tomar um banho, nós fizemos uma parceria com o albergue que vai oferecer uma melhor condição a essas pessoas. Mas também temos migrantes que não querem voltar para a casa, que desejam realmente ficar em Araxá para trabalhar. Para eles, o município tem alguns programas, como o Cinturão Verde, e nós vamos tentar colocá-los”, destaca.

Segundo Luciano, os migrantes serão abordados logo na chegada ao município. “Teremos uma equipe que vai abordar o migrante já na rodoviária e informá-los sobre o serviço. Além disso, criamos a ronda social que vai abordar os migrantes que estão espalhados nas ruas e avenidas da cidade para saber o que eles desejam. Com isso, vamos reduzir esse problema social que atualmente existe em nossa cidade”, afirma.

Prefeito acredita na melhor condição dessas pessoas

O prefeito Jeová Moreira da Costa diz que o projeto vai fazer beneficiar todos os migrantes. “Não temos como impedir a entrada dessas pessoas em Araxá, não temos esse direito, vivemos em um país democrático e as pessoas têm a liberdade de ir para onde quiserem. Nós temos é que selecionar as pessoas e saber quem realmente quer viver aqui e quem pretende ir embora”, afirma.

“O que precisamos é ter ações sérias e critérios para ajudar essas pessoas, pois são seres humanos e estão passando por um momento difícil e temos que respeitá-las. Com o Serviço de Atendimento ao Migrante o município terá suas próprias diretrizes para colocarmos essas pessoas em melhores condições, fazer um trabalho de inclusão social ou facilitar para que eles cheguem aos seus destinos”, ressalta Jeová.

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