Santa Casa perde ortopedia e pode ficar sem pediatria e clínica médica

Santa Casa perde ortopedia e pode ficar sem pediatria e clínica médica

O vereador e diretor clínico da Santa Casa de Misericórdia de Araxá, Ayres Dumont de Paiva Borges, alerta que o hospital está sem plantão de ortopedia desde segunda-feira (1º).  Além disso, o médico diz que os plantões de pediatria e de clínica médica podem deixar de existir a partir do ano que vem.

Sobre o atendimento de ortopedia, Ayres afirma que o ortopedista Hélder Willian Azer deixou o plantão por causa da sobrecarga no atendimento. “Ele era o único plantonista de ortopedia e chegou a atender durante 24 horas por 90 dias”, afirma o diretor.

Em relação à pediatria, Ayres diz que o plantão está garantido até o dia 31, quando vence o convênio com a Prefeitura de Araxá. “A partir do ano que vem se não tiver mais plantão de ortopedia o atendimento de obstetrícia também pára. Um obstetra não tem como realizar um parto sem o acompanhamento de um pediatra”, diz o médico.

Já na clínica médica, o diretor afirma que os profissionais estão sem remuneração há cerca de um ano e, se nada for resolvido, também deixarão de atender no início de 2009.

“É preciso que haja o bom senso entre a diretoria da Santa Casa, a classe médica e a equipe de transição do próximo governo para que esses problemas sejam resolvidos o quanto antes. Senão os pacientes que necessitam de atendimento público terão que ser encaminhados para Uberaba.”

A superintendência da Santa Casa diz que só vai se pronunciar sobre o assunto na próxima sexta-feira (5).

O prefeito eleito Jeová Moreira da Costa afirma que o seu programa de governo prevê a criação de um consórcio entre os hospitais para diminuir os gastos, aumentar a eficiência no atendimento e ter qualidade na prestação de serviços.

“Através disso estamos sensibilizando a classe médica e profissionais da saúde para formar equipes multidisciplinares, visando um bom atendimento e valorização do profissional. Vamos firmar convênios para o poder público subsidiar o atendimento de famílias com baixa renda. Fazendo essa corrente nos quatros hospitais da cidade (dois particulares e dois filantrópicos) a comunidade vai ter a livre escolha do médico e da instituição que prefere ser atendida”, diz Jeová.

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