Saúde alerta para acidentes com animas peçonhentos

Saúde alerta para acidentes com animas peçonhentos

Nesta época de chuvas é importante ficar atento e tomar cuidado para evitar acidentes com animais peçonhentos, aqueles que possuem glândulas de veneno interligadas a dentes ocos, ferrões ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) apontam que, em 2011, foram registrados mais de 19,4 mil casos de acidentes com esses animais, dos quais 46 levaram a óbito.

De acordo com a referência técnica em acidentes com animais peçonhentos da SES, Helenita Hatadani, os escorpiões, serpentes, aranhas, abelhas e lagartas são, respectivamente, os maiores vilões nessa época do ano. “Em casos de acidente é imprescindível saber quais são as medidas mais adequadas e também evitar algumas atitudes, tendo em vista que podem agravar o estado do acidentado”, alertou.

Escorpião e Aranhas

Em 2011, foram registrados 12.467 acidentes com esses aracnídeos. Eles possuem hábitos noturnos. A maioria dos acidentes ocorre quando não percebemos a presença deles. Os sintomas aparecem lentamente, entre 8 e 12 horas após o acidente. Podem surgir no local da picada: dor, queimação, inchaço, vermelhidão, endurecimento local, bolha e necrose (morte da área afetada pela picada).

Medidas preventivas: manter limpos quintais e jardins, não acumulando folhas secas, lixo e entulhos; colocar o lixo em sacos plásticos fechados, para evitar baratas e outros insetos; conservar camas e berços afastados, no mínimo dez centímetros da parede; evitar que roupas de cama toquem o chão; verificar calçados, roupas, toalhas e roupas de cama antes de usá-los; limpar periodicamente ralos de banheiro, cozinha e caixas de gordura; e usar telas nas aberturas dos ralos, pias e tanques.

Em caso de acidente, a SES orienta limpar o local com água e sabão; aplicar compressa morna no local; procurar orientação imediata e mais próxima do local da ocorrência do acidente (UBS, posto de saúde, hospital de referência); e, se for possível, capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde.

Acidentes com Serpentes

As serpentes foram responsáveis por 3.668 acidentes em 2011. Elas podem ser classificadas em dois grupos básicos: as peçonhentas, que são aquelas que conseguem inocular seu veneno no corpo de uma presa ou vítima, e as não peçonhentas, ambas encontradas no Brasil, nos mais diferentes tipos de habitat, inclusive em ambientes urbanos.

De acordo com a referência técnica em acidentes com animais peçonhentos da SES, Leonardo de Freitas, os acidentes mais frequentes acontecem com a cascavel e a jararaca. “Quando acontece um acidente desses, o primeiro passo é manter a calma. O segundo, procurar assistência médica especializada”, orientou.

Para acidentes com animas peçonhentos, as medidas preventivas são: usar botinas com perneiras ou botas de cano alto no trabalho, pois 80% das picadas atingem as pernas abaixo dos joelhos; usar luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem; não colocar as mãos em buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, utilizando para isso um pedaço de pau ou enxada; examinar os calçados; vedar frestas e buracos em paredes e assoalhos; limpar as proximidades das casas, evitando folhagens densas junto delas; e evitar acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção, entre outras.

Em caso de acidente, deve-se afastar o acidentado da serpente; mantê-lo em repouso, evitando correr ou que se locomova por seus próprios meios; manter o membro picado mais elevado do que o restante do corpo; limpar o local com água e sabão; monitorar sinais vitais (pressão arterial e frequência cardíaca); e levar o acidentado o quanto antes para um hospital ou serviço de saúde mais próximo.

Acidentes com Abelhas e Lagartas

Em 2011, foram 1.242 casos. Apesar da pouca incidência de óbitos (três óbitos) envolvendo esses animais, deve-se ficar atento às reações alérgicas e às chamadas queimaduras. A maioria dos casos tem evolução benigna. No entanto, o contato com lagartas do gênero Lonomia e um grande número de picadas de abelha pode causar manifestações sistêmicas com risco potencial de complicações e óbitos.

As medidas preventivas são: evitar contato com esses animais; cuidado ao manusear folhagens e ao colocar as mãos em caules de árvores; usar equipamentos de segurança ao manuseá-los, em caso de trabalho.

Em caso de acidentes, algumas medidas prévias à soroterapia devem ser adotadas, o mais cedo possível, após o acidente, como limpar o local com água e sabão; levar o acidentado para um hospital ou serviço de saúde mais próximo; identificar da lagarta causadora do acidente pode ajudar no diagnóstico, portanto, se for possível, levar a causadora ao centro clínico.

O que não fazer em caso de acidentes

Para que o problema não se agrave, o acidentado não deve amarrar ou fazer torniquete; não aplicar nenhum tipo de substância sobre o local da picada (fezes, álcool, querosene, fumo, ervas, urina) nem fazer curativos que fechem o local, pois podem favorecer a ocorrência de infecções; não cortar, perfurar ou queimar o local da picada; não dar bebidas alcoólicas ou outros líquidos, como álcool, gasolina e querosene, ao acidentado, pois não têm efeito contra o veneno e podem agravar o quadro.

Com Agência Minas

Notícias relacionadas