Secretaria de Saúde confirma primeira suspeita de gripe suína em Araxá

Secretaria de Saúde confirma primeira suspeita de gripe suína em Araxá

A Secretaria Municipal de Saúde diagnosticou hoje (25) o primeiro caso em Araxá de suspeita de Influenza A (H1N1), conhecida como gripe suína. Uma mulher de aproximadamente 30 anos que teve contato recente com um mexicano procurou uma unidade do Programa Saúde da Família (PSF) se queixando de uma forte gripe. O médico diagnosticou sintomas idênticos ao de uma pessoa com a doença e realizou exames, que foram encaminhados para a Superintendência Regional de Saúde de Uberaba.

De acordo com o secretário Antônio Marcos Belo, o laudo que confirma ou descarta a contaminação pelo Influenza A está previsto para sair na próxima quarta-feira (1º). Ele afirma que a mulher já está isolada por precaução. “Nós achamos melhor fazer o isolamento desta pessoa conforme as orientações que preconizam o caso e pedimos para que Uberaba (Superintendência Regional de Saúde) faça a averiguação”, diz.

O secretário afirma que alguns sintomas apresentados pela mulher são da doença. “Alguns parâmetros indicam a gripe Influenza A foram confirmados, em parte, como dores características da gripe, mas não num todo e por isso pedimos a coleta de material, onde é feita uma raspagem no nariz e na garganta, e com esse material se faz a análise para verificarmos o caso.”

Após a suspeita, a secretaria e a Vigilância Sanitária deram início aos procedimentos preventivos no local onde a mulher trabalha e em sua casa, e ouviram pessoas que tiveram contato com ela. “Compramos máscaras específicas de proteção para que as pessoas possam se proteger, orientamos os familiares quanto aos cuidados específicos que se deve ter nessa situação”, conta.

O secretário garante que pontos de acessos de turistas estrangeiros terão uma fiscalização intensificada. “Estamos fazendo um trabalho de orientação na chegada de pessoas estrangeiras e orientando-as como procederem. Se for identificada alguma situação diferenciada, devem procurar a Secretaria Municipal de Saúde, a Vigilância Sanitária ou um dos postos identificados por nós para que o acompanhamento seja feito com todo cuidado e isso não se prolifere”, diz.

Antônio Belo ressalta que é preciso ter tranquilidade quanto à suspeita da contaminação em Araxá.  “De cada 100 casos que você avalia, de 10% a 12% acaba se tornando real, é muito pouco, mas temos que acompanhar e tomar as medidas profiláticas se o caso vir a ser real e não ter uma disseminação maior”, afirma.

O PSF que diagnosticou a suspeita e o endereço da mulher são mantidos em sigilo até a divulgação do laudo que vai confirmar ou não o caso.

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