Servidores do Judiciário de Araxá aderem à paralisação nacional

Servidores do Judiciário de Araxá aderem à paralisação nacional

Os servidores do Poder Judiciário de Araxá aderiram nesta quarta-feira (30) à paralisação do Dia de Luta dos Trabalhadores do Judiciário Nacional, que reivindica a manutenção da jornada de trabalho e unificação dos planos de cargos e salários.

Dos cerca de 70 servidores do Fórum local, 70% ficaram paralisados e 30% trabalharam nos serviços urgentes, como habeas corpus, liberdade provisória e mandatos. Todos utilizaram camisetas pretas com a frase “Luto por Justiça” escrita em amarelo. A manifestação terminou às 18h.
 
De acordo com o Sindicato dos Servidores da Justiça de Primeira Instância de Minas Gerais (Serjusmig), o Estado tem 11.505 servidores na primeira instância e 70% aderiram à paralisação. Todas as unidades da federação e os trabalhadores do Judiciário interromperam suas atividades em protesto à resolução nº. 88 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que amplia de seis para oito horas diárias a carga horária de trabalho e que oferece também a opção por sete horas diárias ininterruptas.

Os servidores reivindicam também melhores condições de trabalho, a manutenção de 12 horas de atendimento ao público em dois turnos de seis horas ininterrupta, plano de carreira, reembolso dos gastos com cumprimento das ordens judiciais, reajuste salarial e um estatuto único que garanta igualdade de deveres, direitos e salários.

O oficial de Justiça e delegado do Serjusmig em Araxá, Geraldo Rubens Souza, diz que a diretoria do Fórum local apoiou a manifestação. “As nossas reivindicações são justas, a redução da jornada de trabalho reverte em qualidade do serviço prestado à população e afastamento e doenças provenientes de atividades repetitivas”, diz.

De acordo com Geraldo, a manifestação nacional é uma forma de mostrar quais são as reais condições de trabalho nos tribunais de Justiça do país. “Temos um número reduzido de servidores, equipamentos defasados, edificações ruins em alguns municípios e assim nós não conseguimos desempenhar um serviço de qualidade”, ressalta.

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