Servidores públicos de Araxá descartam paralisação e greve, mas demandas continuam

Servidores públicos de Araxá descartam paralisação e greve, mas demandas continuam

O funcionalismo público municipal decidiu, em assembleia geral extraordinária, nesta segunda-feira (23), continuar em busca da valorização da categoria, mas descartou uma paralisação ou greve.

O funcionalismo público cruzará os braços em datas a serem definidas pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Araxá e Região (Sinplalto) em manifesto público contra o projeto de lei que reajustou apenas 9,28% para os servidores da administração direta e indireta, efetivos, concursados, estáveis, inativos e pensionistas. A categoria reivindica também um reajuste do vale-alimentação e recomposição geral.

A proposta encaminhada pelo prefeito Aracely de Paula e aprovada pelos vereadores, na última semana, excluiu servidores que exercem cargos comissionados, agentes políticos e os que já foram contemplados com reajuste neste ano, como por exemplo, quem recebe o salário mínimo e os beneficiados com o Piso Nacional da Educação.

O Sinplalto ingressará com consulta jurídica no Ministério Público do Trabalho na tentativa de estender recomposição de 9,28% para todos os servidores. A decisão foi tomada por unanimidade pelos servidores que participaram da assembleia.

De acordo com o presidente do Sinplalto, Hely Aires da Silva, que retornou ao cargo devido o impasse nas negociações salariais, a decisão da assembleia é justa e responsável.

“Explicamos a situação aos servidores e os impedimentos para uma que a Administração Municipal possa conceder um aumento salarial ou do vale-alimentação neste momento devido o prazo eleitoral. A alternativa que encontramos foi entrar com uma ação judicial para tentar garantir o cumprimento na Data-Base, pois a justificativa do projeto encaminhado pelo Executivo foi fundamentada nesta lei. Com isso, a recomposição deveria ser estendida para todos os servidores, inclusive, aqueles que recebem salário mínimo”, afirma.

Segundo o presidente, a assembleia decidiu por uma pauta contínua de trabalho. “A luta deve ser constante. Estamos próximo ao período eleitoral e o compromisso do próximo prefeito deve ser firmado com a categoria nas eleições municipais. Vamos reunir cursos de qualificação e promover reuniões de trabalho para estabelecer uma pauta unificada. Os encontros de trabalho permanente são uma forma de demonstrar a união da categoria”, ressalta Hely Aires.

Notícias relacionadas

Deixe um comentário: