Suzuki busca renovação para voltar ao pódio

Suzuki busca renovação para voltar ao pódio

Uma luz de alerta acendeu no painel da J.Toledo Suzuki da Amazônia. Isso porque Dafra e Kasinski, ambas em parcerias com empresas estrangeiras, começaram a ameaçar o até então intocável terceiro lugar de vendas que pertenceu e já não pertence mais ao representante brasileiro da Suzuki.

Com 2,52% do market share das vendas de motos entre janeiro e agosto deste ano, a Dafra Motos ultrapassou a marca japonesa, que hoje detém 2,20% do mercado. O problema é que a Kasinski está em franco crescimento e, com 1,55% de participação no mercado, já ameaça o quarto lugar hoje nas mãos da Suzuki.

Para desvendar estes números e dar um panorama mais “real” à porcentagem apresentada acima, somente neste ano a Dafra vendeu 31.688 unidades, contra 27.766 da Suzuki e 19.525 da Kasinski – as líderes Honda e Yamaha já comercializaram 992.180 e 148.196 unidades respectivamente, tudo de acordo com os dados de emplacamentos.

Renovação

O processo de renovação da Suzuki no Brasil pode parecer lento e, às vezes, é mesmo. Mas por quê? Assim como em toda parceria, ambos os lados precisam cooperar e nem sempre é assim. Novos modelos e tecnologias são encomendados, todavia, nem sempre são trazidos.

Dentro da “nova” – em funcionamento desde o ano passado, segundo um funcionário – fábrica da J.Toledo Suzuki da Amazônia, nota-se o empenho na linha de produção da GSR150i. O modelo, apresentado recentemente, chega para disputar o segmento street de até 150 cc, que corresponde a cerca de 90% do mercado, de acordo com a Abraciclo, associação dos fabricantes.

Desde o primeiro parafuso que começa a dar vida ao motor de 150 cm³ que equipa a GSR150i, até o teste realizado no dinamômetro, última fase do processo de produção da moto, tudo pôde ser visto in loco. E a dedicação vista na montagem desta moto mostra a preocupação da Suzuki em retomar sua fatia de mercado. O modelo Yes EN 125 está vendendo menos que sua rival “indiana” Dafra Apache RTR. Nos últimos dois meses, (julho: 1.411; e agosto: 1.583) a Yes 125 perdeu para a Apache RTR, que teve 1.587 e 1.724 unidades emplacadas, respectivamente.

“Duzentas e vinte motos de 150 cc saem por dia em média da linha de montagem”, revela Ramón Prestes, funcionário há três anos e meio no setor de qualidades. A cada conversa fica mais nítido que a aposta da Suzuki hoje é mesmo a nova GSR150i.

Futuro

Sem entrar em desespero, mas com uma pulga atrás da orelha, os representantes da Suzuki no país estão atrás de lançamentos que lhes recoloque no “pódio” de vendas do mercado de motocicletas. Para isso, modelos já produzidos fora daqui pela matriz no Japão, ou até pelos próprios parceiros da Suzuki na China, estão passando por uma espécie de análise para chegar ao Brasil.

No Salão Duas Rodas 2011, realizado entre 4 e 9 de outubro no Anhembi, em São Paulo, as novidades serão a GSR150i e toda a remodelada linha custom, que passou por um face-lift. No entanto, para 2013, a expectativa é grande e tudo indica que a fábrica de Hamamatsu enfim enviará ao Brasil modelos que o consumidor tanto quer, como a mini B-King, uma naked de 250 cc. Mas, enquanto as novidades não vêem, a Suzuki continua oferecendo motocicletas para todos os gostos.

Além dos modelos de menor capacidade já citados, toda a linha de “motos grandes” pode ser vista ganhando vida na organizada fábrica de Manaus (AM). As esportivas GSX-R 1000 e 750, a big trail V-Strom com motor de 650, a naked Bandit, com e sem carenagem e toda a linha custom nascem em uma fábrica moderna para depois se espalharem por todo o País. Resta saber se os esforços ajudarão a Suzuki a subir ao pódio, como a terceira força do setor de duas rodas, novamente.

André Jordão/Infomoto

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