Taxistas apontam falta de conscientização e fiscalização da lei seca

Desde o dia 20 de junho, quando a lei seca entrou em vigor, meios de transporte alternativos aos carros particulares estão sendo mais procurados. Na capital mineira, uma das maiores cooperativas de transporte de passageiros, a Cooperminas registrou um aumento de 50% nas chamadas. Em Araxá, os taxistas reclamam de uma falta de fiscalização específica para a lei e da falta de conscientização dos motoristas.

Para o taxista Sebastião de Paula, é muito melhor respeitar a lei do que correr o risco de ser pego em uma blitz ou se envolver num acidente. “Aqui em Araxá as corridas custam, em média, de R$ 10 a R$ 20, valores mais baixo que a multa e que pode ser dividido entre os passageiros”, diz.  Ele acrescenta que o número de corridas só aumentaria por causa da lei se a Polícia Militar (PM) realizasse operações nos horários em que realmente tem gente embriagada ao volante. “As fiscalizações deveriam acontecer de madrugada, na av. Imbiara e em ruas que têm barzinhos e casas de shows.”

Fiscalização

De acordo com o capitão Lemos, do 37° Batalhão de PM, são feitas diariamente três fiscalizações de rotina, sendo uma à noite. Ele diz que elas são suficientes para atender a lei seca, não havendo necessidade de operações específicas.

“As blitze são feitas em locais de maior movimentação e que proporcionam melhores condições de segurança para os policiais realizarem as abordagens”, afirma. O capitão aponta que, semanalmente, a fiscalização de rotina flagra cerca de três motoristas embriagados.

A nova lei seca prevê que o limite legal para o consumo de bebidas alcoólicas é de dois decigramas de álcool por litro de sangue, equivalente a um copo de chope. Além de multa de R$ 957,69, a lei prevê a perda do direito de dirigir e a retenção do veículo.

Se o teste do bafômetro detectar seis decigramas de álcool por litro de sangue, a punição será acrescida de prisão, sob pena de seis meses a três anos, e é afiançável entre R$ 300 e R$ 1,2 mil, de acordo com a interpretação do delegado.

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