Maioria dos colaboradores da Vale quer antiga jornada de trabalho

Maioria dos colaboradores da Vale quer antiga jornada de trabalho

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Extração de Metais Básicos e de Minerais Não Metálicos, Indústrias e de Fertilizantes de Araxá e Tapira (Sima) realizou assembleia nos dias 26 e 27 de março, para votação das propostas apresentadas pela Vale Fertilizantes e pelo sindicato referentes à jornada de turnos de revezamento.

A Vale Fertilizantes apresentou duas propostas, com folgas reduzidas, enquanto o Sima propôs a volta da jornada 6×4, na qual uma turma trabalha oito horas diárias, durante seis dias, e folga quatro. Participaram da votação 1.139 empregados e a proposta do Sima teve expressiva aprovação pela maioria dos votos: 736; enquanto as duas propostas da Vale receberam 399 votos.

A decisão foi apresentada em audiência na Justiça do Trabalho na tarde desta segunda-feira (30) a fim de que uma decisão seja finalmente tomada em relação à causa. Presente na audiência, o procurador do Ministério Público do Trabalho sugeriu que a Vale Fertilizantes apresentasse uma nova proposta de acordo ao sindicato, em reunião marcada para o dia 9 de abril, limitando a alteração de jornada a um período determinado, após o qual seriam retomados os turnos anteriores.

Ele ofereceu a sede do Ministério Público do Trabalho, em Patos de Minas, para que as partes possam tentar nova negociação coletiva nos termos sugeridos pela Justiça do Trabalho.

Segundo a ata da audiência na Vara do Trabalho de Araxá, “não havendo conciliação, será concedida vista ao Ministério Público e, em seguida, serão os autos conclusos para apreciação do requerimento de antecipação dos efeitos da tutela”.

Vicente Magalhães de Matos, presidente do Sima afirma que está clara a intransigência da Vale Fertilizantes em não garantir o cumprimento do acordo coletivo que garante direito dos seus trabalhadores. “Por outro lado, o sindicato não pode abrir mão do que já foi negociado, em defesa daqueles que trabalham em jornada de turno. O comparecimento maciço dos trabalhadores nas assembleias foi uma prova cabal da força que tem a categoria quando há o envolvimento de todos nas causas que afetam o nosso destino.”

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