Super banner
Super banner

Blitz educativa alerta sobre os perigos do tabaco

Blitz educativa alerta sobre os perigos do tabaco

Blitz promovida no Centro da cidade - Foto: Raphael Rios

Da Redação/Raphael Rios – O Dia Mundial sem Tabaco foi lembrado hoje (31) em Araxá com uma blitz educativa promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), através do Departamento Antidrogas. Os trabalhos de prevenção levam o tema “Todos Contra o Tabagismo”. Motoristas e pedestres que passaram pelo cruzamento da avenida Getúlio Vargas com a rua Almeida Campos receberam panfletos alertando sobre os perigos do vício.

De acordo com a coordenadora do Creas em Araxá, Maria das Graças Resende Vasconcelos, a entidade tem como premissa trabalhar no combata a dependência química, seja o álcool, o cigarro ou outras. “Estamos sempre fazendo trabalhos similares, tanto na questão da droga ilícita, como da lícita que são o álcool e o cigarro”, diz.

“O tabaco também é uma droga. Em conversas com usuários percebemos que eles são tão dependentes como quem bebe ou que usa maconha e crack. Quando os usuários deixam o cigarro eles comentam que têm a mesma abstinência, tendo todo aquele sofrimento. Existe a dependência física e a psicológica, e a psicológica é mais forte do que a física porque nosso corpo não precisa de cigarro”, acrescenta Maria das Graças.

Mortes causadas pelo cigarro

O cigarro deve matar em 2011 quase 6 milhões de pessoas em todo o mundo – dessas, 600 mil são fumantes passivos. O número representa uma morte a cada seis segundos. Até 2030, a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que 8 milhões de pessoas podem morrer em consequência do fumo.

A OMS classificou o tabaco como um dos fatores que mais contribuem para a epidemia de doenças não contagiosas como ataques cardíacos, derrames, câncer e enfisema. O grupo é responsável por 63% de todas as mortes no mundo. Dados indicam que metade dos fumantes deve morrer em razão de uma doença relacionada a esse hábito.

No Dia Mundial sem Tabaco, a OMS listou avanços no enfrentamento ao cigarro. Entre os destaques estão países como o Uruguai, onde os alertas sobre o risco provocado pelo cigarro ocupam 80% das embalagens. A China, Turquia e Irlanda também receberam elogios por leis que proibem o fumo em locais públicos.

Entretanto, menos da metade dos países que aderiram à Convenção de Controle do Tabaco (2003) e que enviaram relatórios à OMS registraram progresso no combate ao fumo. Apenas 35 de um total de 65, por exemplo, registraram aumento nos investimentos para pesquisas no setor.

Um estudo feito pelo Ministério da Saúde mostra que entre 2006 e 2010 a proporção de brasileiros fumantes caiu de 16,2% para 15,1%. Entre os homens, a queda foi maior – o hábito de fumar passou de 20,2% para 17,9%. Entre as mulheres, o índice permaneceu estável em 12,7%. Pessoas com menor escolaridade – até oito anos de estudo – fumam mais (18,6%) que as pessoas mais escolarizadas – 12 anos ou mais (10,2%).

Notícias relacionadas