
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigava um crime ambiental no bairro Santa Rita, em Araxá, e indiciou a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O caso ocorreu no dia 29 de abril de 2026, em uma área de preservação permanente na região final do Urciano Lemos.
As investigações tiveram início após denúncia encaminhada à Delegacia Especializada de Meio Ambiente, relatando o despejo irregular de esgoto no local. Ao chegarem à área, os policiais constataram o lançamento de esgoto doméstico sem qualquer tipo de tratamento diretamente no solo, atingindo o Córrego da Galinha.
A perícia técnica identificou dois pontos de vazamento provenientes de adutoras do sistema de esgoto. O material despejado formou duas lagoas de esgoto, sendo uma delas com cerca de 200 metros quadrados, causando poluição ambiental significativa.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil concluiu pelo indiciamento da Copasa pelos crimes previstos no artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) e no artigo 15 da Lei 6.938/1981. A legislação brasileira admite a responsabilização penal de pessoas jurídicas em casos de danos ao meio ambiente.
Em manifestação formal, a companhia informou que uma equipe técnica esteve no local e adotou medidas para conter o extravasamento. A Copasa alegou que o problema teria sido causado pelo descarte irregular de materiais na rede coletora, como fraldas, tecidos, absorventes e outros resíduos sólidos, que teriam provocado o entupimento das tubulações.
O inquérito foi conduzido pela Delegacia Regional de Araxá, sob coordenação do delegado Valter André Salviano, com apoio de investigadores, escrivães e perícia técnica.
A Polícia Civil reforça que denúncias de crimes ambientais podem ser feitas diretamente às autoridades, contribuindo para a preservação dos recursos naturais e a responsabilização dos infratores.


