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Empresa canadense esclarece exploração de terras-raras em Araxá

Empresa canadense esclarece exploração de terras-raras em Araxá

Foto: Sérgio Gomes/PMA

Da Redação/Isabella Lima – O diretor do grupo canadense MbAC Fertilizer, Antenor Silva, esteve ontem (7) em Araxá para esclarecer o interesse da empresa na exploração das terras-raras.

Formada por um conjunto de 17 elementos químicos semelhantes, as terras-raras conferem propriedades muito específicas aos materiais em que são utilizados. A aplicação é diversificada, sendo útil na fabricação de vidros tecnológicos (TVs), em usinas eólicas e na indústria automobilística. Seu principal produto final é o imã.

As terras-raras encontradas no solo araxaense teriam 12 elementos químicos, informação que será confirmada no fim de março, quando terminam as pesquisas da MbAC em Araxá. A empresa estuda uma área nas proximidades do Barreiro, entre a CBMM e a Vale.

O consumo mundial de terras-raras é de 150 mil toneladas por ano, sendo a China responsável por 97% da produção. Há 10 anos, o quilo do produto valia US$ 10. Entretanto, quando os asiáticos interromperam as exportações no ano passado, o valor do quilo saltou para até US$ 6 mil. Se confirmada a exploração em Araxá, a MbAC pretende extrair 5 mil toneladas por ano.

Antenor adiantou que apenas a extração aconteceria na área do Barreiro. A apuração e separação das terras-raras seriam em um distrito industrial, distante do Centro da cidade, e sem oferecer transtornos aos turistas.

Sem datas definidas, o diretor da MbAC disse apenas que o grupo decide ainda no primeiro semestre sobre a exploração das terras-raras em Araxá.

“É uma indústria nova, que está desenvolvendo tecnologias no mundo inteiro. Ainda não foram esgotadas as possibilidades de utilização das terras-raras, ainda tem muita oportunidade e novos produtos a serem desenvolvidos“, diz Antenor.

A MbAC Fertilizer é uma empresa canadense fundada por brasileiros, do ramo de mineração e produção de fertilizantes. Avaliada em US$ 300 milhões, tem 600 funcionários no Brasil e apenas oito no Canadá.

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