Prefeitura busca solução para catadores que recolhem materiais recicláveis no aterro sanitário

Prefeitura busca solução para catadores que recolhem materiais recicláveis no aterro sanitário

Faça chuva ou sol, no aterro sanitário de Araxá cerca de 70 catadores dividem o espaço com urubus, cachorros e outros animais. É do meio do que para muita gente é lixo que eles tiram materiais recicláveis que viram dinheiro e garantem o sustento para famílias. Porém, esse cenário, em breve, irá mudar.

O prefeito Robson Magela se reuniu com esses catadores nesta sexta-feira (25) para apresentar solução para a situação deles, pois o local será cercado e o acesso proibido, em cumprimento a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo município com o Ministério Público em 2019.

“Um projeto da nossa gestão aprovado pela Câmara de Vereadores autoriza o repasse de recursos para entidades sociais que atuam na coleta de materiais recicláveis da cidade. Cada associação ou cooperativa recebe da prefeitura R$ 166.500 para que possa arcar com as principais despesas como aluguel de galpão, água, energia e compra e manutenção de veículo para fazer a coleta. A ideia é incentivar esse pessoal que atua no aterro para que se organizem em associações e, assim, também possam ser contemplados com esse recurso distribuído pela prefeitura”, explicou.

O prefeito esclareceu ainda que o TAC firmado junto ao Ministério Público é datado de 2019 com prazo de 180 dias. O atraso no cumprimento gerou uma multa para o município que hoje já soma quase R$ 3 milhões. “Por isso é urgente que esse pessoal se organize para que possam continuar trabalhando já que muito em breve não poderão mais atuar no aterro”, relata o prefeito.

A analista ambiental do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Araxá (IPDSA), Mirian Gonçalves de Souza, explica que o órgão está finalizando projetos de educação ambiental para que Araxá volte a ser referência no tratamento e destinação dos resíduos sólidos.

Há cerca de 18 anos, Neilson Rocha é um dos catadores no aterro. Ele conta que já tinha conhecimento sobre a legislação que proíbe o trabalho de pessoas no local. “Felizmente, o prefeito traz essa alternativa para a gente, de formar a associação e receber essa verba. Eu entendo que precisamos sair daqui. Mas ao mesmo tempo acho que a população também precisa ter mais consciência na hora de jogar o lixo fora. O que para muita gente é lixo, para nós é dinheiro. Se a população também ajudar, a gente consegue continuar garantindo nosso sustento com a venda de recicláveis, que agora terá que ser feita por meio da associação”, afirma.

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