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Capitão explica como é o trabalho da PM em casos de desaparecimento

Capitão explica como é o trabalho da PM em casos de desaparecimento

O desaparecimento do universitário Bruno Márcio Santos Carvalho, 23 anos, chamou a atenção da população araxaense. O jovem que estava desaparecido desde a última quinta-feira (23) foi localizado na casa do pai, nesta terça-feira (28), em Volta Redonda (RJ).

Casos como o de Bruno não são raros em Araxá. De acordo com o comandante de Policiamento de Araxá e Tapira (183 CIA/37° BPM), capitão Lemos, pelo menos uma ocorrência de desaparecimento é registrado semanalmente. Ele diz que os principais casos envolvem adolescentes que, por motivos emocionais ou uso excessivo de álcool ou droga, desaparecem sem avisar a família e voltam para casa, na maioria das vezes, após três dias.

Lemos diz que durante o desaparecimento de uma pessoa o trabalho de busca pela PM é intensivo. Equipes são deslocadas para toda região, cães são encaminhados para as buscas, além de mensagens com fotos com dados do desaparecido são enviados aos batalhões de todo o Estado e, em seguida, para todo o país.

O capitão explica que é bastante comum um familiar ou conhecido registrar o desaparecimento de alguém após 24 horas. “A partir do momento em que a família não consegue localizar a pessoa, a polícia deve ser acionada e o boletim de ocorrência registrado imediatamente. Quanto mais cedo nós formos informados, mas fácil será a localização do envolvido”, diz.

 “Enquanto a pessoa não aparece, o registro não sai dos dados da PM de todo o país. Quando notamos que o desaparecimento foi mediante violência, roubo ou sequestro nós disponibilizamos um maior número de policiais, mas em casos mais simples, como por motivos emocionais ou uso excessivo de álcool ou droga, o número de equipes é menor”, afirma Lemos.

Segundo o capitão, em casos de desaparecimento de jovens os pais devem estar mais atentos. “Os pais devem saber onde seus filhos estão, levá-los e buscá-los nas festas e sempre avisarem se vão ou não voltar para casa. A família deve acompanhar de perto, procurar conversar e perceber se existe algum tipo de mudança nas atitudes do dia-a-dia. Se você quer ficar um pouco sozinho, avise sua família para evitar constrangimentos maiores”, ressalta.

Lemos acrescenta que quando o familiar for registrar um desaparecimento apresente o maior número de detalhes possível, como o tipo de roupa que estava usando, se a pessoa tem alguma cicatriz, algum defeito físico, cor da pele e dos olhos, tipo de cabelo e outros.

”São detalhes importantíssimos para que possamos até fazer um retrato falado do desaparecido, caso não se tenha foto.”

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