
Arte, talento e emoção estarão no palco do Teatro CBMM, no Centro Cultural do Uniaraxá, entre os dias 3 e 7 de setembro, durante a 25ª edição do Dançaraxá. Considerado um dos principais festivais competitivos de dança de Minas Gerais, o evento chega aos 25 anos com uma edição especial e recorde de inscritos.
Ao todo, mais de 2 mil dançarinos, integrantes de aproximadamente 90 grupos, participam da programação. Os participantes vêm de 30 cidades de cinco estados brasileiros e apresentarão cerca de 800 coreografias em diferentes modalidades, como ballet, jazz, sapateado, neoclássico, estilo livre, danças urbanas, dança do ventre e contemporâneo.
Para marcar os 25 anos, o festival terá, pela primeira vez, um dia a mais de programação, ampliando as oportunidades de intercâmbio entre bailarinos, coreógrafos, professores e diretores.
“Chamas de Paris” abre programação especial
Um dos destaques da edição anterior está de volta ao Dançaraxá. Na abertura do festival, no dia 4 de setembro, o Pas de Quatre Centro de Dança apresenta o espetáculo Chamas de Paris.
Ambientada no contexto da Revolução Francesa, a montagem reúne elementos do ballet clássico em uma apresentação marcada por força, emoção e beleza. A programação também contará com ensaios, apresentações e oficinas voltadas ao aperfeiçoamento técnico e artístico dos participantes.
Para a organizadora do festival, Elaine Borges, o Dançaraxá representa mais do que uma competição.
“É um intercâmbio de cinco dias envolvendo dançarinos, coreógrafos e diretores, com troca de experiências para evolução técnica, ampliação de repertório, conhecimento de novas metodologias e novas oportunidades no mercado de trabalho.”
Segundo a organização, o festival proporciona uma experiência de imersão para profissionais e estudantes, aproximando diferentes estilos, escolas e culturas da dança.
Oficinas aproximam participantes de profissionais renomados
A programação inclui oficinas de jazz, danças urbanas e ballet clássico, com atividades voltadas ao desenvolvimento técnico, repertório e expressão corporal. No jazz, os participantes terão aulas de técnica, interpretação e performance. As atividades de danças urbanas serão voltadas ao repertório, presença cênica e novas possibilidades de expressão.
Já no ballet clássico, os alunos trabalharão aspectos como técnica, expressão corporal e combinações de movimentos. A proposta é proporcionar aos participantes contato direto com profissionais reconhecidos nacionalmente, criando oportunidades de aprendizado e troca de experiências.
Festival reúne nomes de destaque da dança
Por ser uma mostra competitiva, o Dançaraxá terá um corpo de jurados formado por profissionais com atuação no Brasil e no exterior.
Entre os nomes está Alan Keller, produtor, diretor e coreógrafo que já trabalhou no Brasil e no exterior. Atualmente, atua como coreógrafo do Ballet Nacional Chileno e da Comissão de Frente da Mocidade Independente de Padre Miguel, no Rio de Janeiro. Também teve passagens pelo Bolshoi Brasil, Teatro Guaíra, Cia. de Dança do Palácio das Artes e Sesc Cia. de Dança. Em 2022, foi eleito Melhor Coreógrafo no Festival de Dança de Joinville.
Lucas Mendes, coreógrafo, bailarino e diretor artístico, também integra o júri. Com experiência nacional e internacional, participa do musical Wicked Brasil, no Teatro Renault, e já recebeu prêmios e indicações como Melhor Coreógrafo. O profissional também colaborou com a Confederação Brasileira de Ginástica na montagem das séries da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica que disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio.
A lista de jurados conta ainda com Fran Manson, especialista em dança e pesquisadora de Hip Hop Dance, Waacking e Vogue; Fellipe Camaroto, formado pela primeira turma da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e com carreira internacional em importantes companhias; Bruna Miragaia, professora, coreógrafa e pesquisadora de sapateado norte-americano; e Cristina Cará, diretora, coreógrafa e bailarina reconhecida pela atuação no jazz.
Cristina Cará, inclusive, foi premiada como Melhor Coreógrafa no Festival de Joinville, em 2005, e participou da Bienal de Dança de Lyon, na França. Suas coreografias também foram premiadas durante três anos consecutivos no Youth America Grand Prix, em Nova York.
Impacto cultural e econômico
Além de reunir artistas e profissionais da dança, o Dançaraxá também contribui para movimentar a economia local. A ampliação da programação para cinco dias aumenta o fluxo de participantes, familiares, professores e visitantes na cidade.
O festival também fortalece o turismo e amplia a divulgação de Araxá no cenário nacional da dança. Para o público, a programação representa a oportunidade de acompanhar, em um único espaço, apresentações de diferentes estilos e grupos de diversas regiões do país.
Entrada é gratuita
O Dançaraxá 2026 será realizado de 3 a 7 de setembro, no Teatro CBMM, localizado no Centro Cultural do Uniaraxá.
A entrada é gratuita, limitada à capacidade do espaço. O festival é realizado por meio da Lei Rouanet, com patrocínio master da Bem Brasil e patrocínios da CBMM e do Sicoob Crediara. O evento conta com apoio da Prefeitura Municipal de Araxá e da Vidança.
A promoção é da Dançaraxá Eventos & Produções, com realização da Secretaria de Cultura e Turismo do Estado de Minas Gerais e do Ministério da Cultura.
A 25ª edição chega, assim, como uma das maiores celebrações da história do festival, reunindo milhares de bailarinos e profissionais em cinco dias dedicados à arte, à formação e à valorização da dança.
