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FCA denuncia professores do Uniaraxá

FCA denuncia professores do Uniaraxá

Da Redação – 25.02.2011 – A Fundação Cultural de Araxá (FCA) apresentou denúncias ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra professores do Centro Universitário do Planalto de Araxá (Uniaraxá). O documento protocolado pelo presidente da entidade, José Gino Borges, faz referências a irregularidades semelhantes às supostamente cometidas pela ex-reitora Maria Auxiliadora Ribeiro, como reembolso de despesas sem comprovação e contratação de empresas de consultoria sem licitação de propriedade dos próprios professores. A fundação também solicita uma orientação da Promotoria de Fundações sobre casos de contratação de parentes existente dentro da instituição.

De acordo com José Gino, pelos levantamentos feitos através de uma auditoria realizada pela própria fundação, são mais de R$ 800 mil de prejuízos à instituição. “Na coletiva à imprensa realizada na última terça-feira (22) nós fizemos o compromisso de apresentar até o fim da semana as novas irregularidades que encontramos no Uniaraxá. Desde que assumimos a gestão, estamos prezando pela transparência e honestidade, tanto que em maio de 2009 apresentamos ao Ministério Público as irregularidades que tínhamos encontrado na mantida e na mantenedora, e que foram cometidas pelos ex-gestores das instituições. Agora, encontramos novas irregularidades praticadas por quatro professores do Uniaraxá, sendo que três ainda trabalham na instituição (os nomes não foram revelados pela entidade).”

Segundo o presidente, é obrigação da fundação trazer a transparência dos fatos para a comunidade acadêmica e a população de Araxá e região. “Seria leviano da nossa parte não apresentar ao Ministério Público as novas irregularidades cometidas por funcionários do Uniaraxá, irregularidades semelhantes às cometidas pela ex-reitora. Constatamos que funcionários mantiam contratos de remuneração mais baixa na carteira de trabalho e tinham empresas de propriedades deles que prestavam serviços para eles mesmos. Encontramos duas empresas nesta situação que prestavam serviços de consultoria educacionais para a Fundação Cultural de Araxá. A outra irregularidade encontrada é de reembolso de despesas sem comprovação dos gastos.”

José Gino diz que a FCA também solicitou ao Ministério Público uma recomendação das ações a serem tomadas sobre os casos de nepotismo existentes no Uniaraxá.

“Entendemos que nepotismo acontece só em uma empresa pública, no caso da FCA que é uma fundação privada seria facilitação de cargos. Porém, a promotora entende que é nepotismo, tanto que pediu o afastamento do irmão do ex-presidente da FCA, Luiz Antônio Ribeiro Borges. Nesse sentido, estamos solicitando ao Ministério Público que nos recomende quais as ações que a fundação deve tomar a respeito dos vários casos de contratações de parentes de primeiro grau existentes no Uniaraxá”, diz o presidente.

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