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Minas alcança 13 mil presos trabalhando e lança Universidade do Sistema Prisional

Minas alcança 13 mil presos trabalhando e lança Universidade do Sistema Prisional

Confecção de jeans para exportação - Divulgação

Pela primeira vez na história, Minas atingiu a marca de 13 mil detentos trabalhando. O anúncio foi feito pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) para empresários, voluntários e representantes de diversos setores da sociedade na sexta-feira (21), em Belo Horizonte, durante o 1º Seminário Estadual do Trabalho e da Educação nas Prisões. “O objetivo é inserir o indivíduo privado de liberdade no mercado de trabalho para que ele tenha um futuro melhor”, afirmou o superintendente de Atendimento ao Preso, Helil Bruzadelli.

A Universidade Coorporativa do Sistema Prisional, uma plataforma virtual que possibilitará que servidores e presos façam cursos de níveis técnico e superior à distância, também foi lançada durante o evento. Como as aulas são feitas pela internet, não há limites de vagas. Assim, todos os detentos aptos que desejam estudar poderão garantir um diploma.

“Esse meio moderno de capacitação já é utilizado nas melhores universidades do país, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e foi customizado segundo as demandas do sistema prisional”, ressaltou o superintendente. Administração, Ciências Econômicas e Turismo serão alguns dos cursos superiores ofertados através da plataforma. Os de treinamento interno para os servidores das unidades prisionais já tiveram início. As aulas de gerenciamento de produção, por exemplo, já contam com 140 inscrições.

O evento ainda contou com a entrega simbólica do cartão bancário utilizado pelos detentos, o “Trabalhando a Cidadania”, como forma de comemorar os cinco mil presos que já recebem os seus salários por meio dele. Ainda foram assinadas novas parcerias de trabalho entre a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) e empresas de vários setores.

Números

A busca pela ressocialização e pela humanização no cumprimento da pena já resulta em 6.500 presos estudando, sendo que mais de cem deles cursam o nível superior. No final do ano passado, cerca de cinco mil detentos prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como forma de incentivo ao trabalho ou estudo, eles têm remição da pena. A cada 24h de atividades laborais ou 12 horas na sala de aula, um dia é diminuído da sentença a ser cumprida.

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