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Pesquisas no Cefet-MG buscam alternativas para rejeitos da mineração

Pesquisas no Cefet-MG buscam alternativas para rejeitos da mineração

Você sabia que é possível utilizar rejeitos de várias atividades como mineração, metalurgia, resíduos agroindustriais e mesmo da construção civil como insumos para a produção de novos materiais de construção? Sim, é possível e essa inciativa é realizada pela Jasmmin (www.jasmmin.com.br), a primeira startup brasileira de tecnologia voltada para a fabricação de produtos de baixo impacto ambiental, desenvolvidos pela incorporação de resíduos e rejeitos em novos materiais de construção.

A startup nasceu no Cefet-MG de uma parceria entre pesquisadores, Fundação Cefetminas e profissionais com experiência no mercado de trabalho. A ideia é desenvolver produtos que possam reduzir a disposição de estéreis, resíduos e rejeitos de várias atividades.

A Jasmmin trabalha em parceria com diversos setores industriais valorizando seus resíduos e rejeitos na confecção dos geopolímeros (concretos mais sustentáveis), e de produtos com baixos teores dos cimentos convencionais. O diferencial, segundo o coordenador, professor Paulo Henrique Borges, é a capacidade de desenvolver o mercado e conectar empresas para fabricar e comercializar os produtos.

“A Jasmmin não vai produzir e apresentar um único produto, como por exemplo, um bloco, um tijolo, para seus clientes. Ela quer criar produtos que são demandados nas proximidades de geração dos rejeitos, que possam ser fabricados em plantas de baixo custo de investimento e operadas por empresas ou associações locais. Por isso a interação com a indústria acontece antes mesmo do desenvolvimento do protótipo”; explica o coordenador.

Além da startup, o professor desenvolve estudos que envolvem os rejeitos industriais no grupo de pesquisa “Materiais de Construção Sustentáveis”, no Departamento de Engenharia Civil do Cefet-MG.

Ele explica que os materiais como os geopolímeros são mais interessantes que os concretos convencionais porque conseguem empregar maiores quantidades de rejeitos em sua constituição em comparação com os hoje utilizados, garantindo ainda suas propriedades e durabilidade.

“Já temos trabalhado com rejeitos da mineração de ferro há cinco anos provando que é possível fabricar concretos com até 100% dos rejeitos como ligantes ou agregados”, conclui o professor Paulo Henrique.

Mais de 50 alunos passaram pelo grupo de pesquisa e muitos trabalhos de conclusão, iniciação científica, dissertações de mestrado, alunos de doutorado e artigos publicados.

Segundo o professor, os rejeitos como os das tragédias com as barragens de rejeitos de minérios da Samarco, na cidade de Mariana, e da Vale, em Brumadinho, possuem grande potenciais insumos para os produtos da Jasmmin.

“Mas é preciso ficar claro que alguns destes materiais precisam ser processados para atender a construção civil (secagem, eventualmente tratamento térmico). Portando as mineradoras têm que investir recursos às vezes significativos no processamento de seus rejeitos. A partir daí o processo de produção dos geopolímeros será capaz de contribuir muito para a redução de rejeitos. Mas para acabar com o rejeito, outras iniciativas têm que ocorrer em paralelo. Só a construção civil não vai solucionar o problema de disposição dos rejeitos, ao contrário do que temos escutado após o acidente recente”, explica.

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