Rogai por nós

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Não é de hoje que os moradores do bairro Santa Maria cobram soluções para antigos problemas como o acesso ao local, falta de asfalto e segurança. Na periferia da cidade, o discurso dos moradores é de que eles foram esquecidos. A situação da ponte é preocupante e muitas pessoas jogam lixo, entulho e até animais mortos no córrego. A administração municipal promete uma ponte que atenda bem à população e suporte à drenagem do córrego, além do asfaltamento, mas ainda não tem previsão de início das obras.

De acordo com o prefeito Jeová Moreira da Costa, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano já está desenvolvendo um projeto para uma ponte que terá dimensões para acolher a drenagem do Córrego do Santa Rita. “Nós queremos fazer uma obra em definitivo, como foi feita na minha primeira administração no São Francisco com o Ana Pinto”, garante.

Jeová diz que tentará buscar recursos estaduais e federais para complementar a verba que o município tem e realizar as obras na ponte do bairro Santa Maria. Já o asfaltamento das ruas, o prefeito afirma que o projeto já foi encaminhado ao governo do Estado.

“Ele faz parte de outra linha de projeto, de se recapear, principalmente os bairros da periferia. Então nós temos o pedido de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões para recapeamento. Esse trabalho já iniciou na (rua Presidente) Olegário Maciel com recursos próprios e estamos aguardando recursos maiores para levar esse recapeamento aos bairros mais prejudicados”, conta.

Segundo o prefeito, as obras começam de imediato assim que os recursos forem liberados, mas ele não deu uma previsão.

Moradores

O morador Estevão Douglas Paiva diz que se preocupa bastante quando passa pela ponte de madeira. “É um risco muito grande, passam muitos carros e as condições da ponte estão precárias.”

Além disso, ele afirma que pessoas vão até o local para jogar lixo, entulho e animais mortos que ficam por lá até se decomporem ou a água levar. “Direto vemos animais mortos jogados no córrego, muito lixo e poluição como podemos ver aqui”, diz, apontando para o córrego.

Sem solução para os problemas, Estevão diz que o bairro está esquecido. “A gente se sente isolado, estamos esquecidos porque aqui não tem nada, inclusive arrancaram as tampas dos bueiros deixando um mau cheiro danado.”

O morador acrescenta que a falta de asfalto reflete na segurança do bairro. “Os marginais fazem suas bagunças e correm para cá que é um local de difícil acesso, e é mais um risco que a gente está correndo, já que não podemos esperar nada desse tipo de pessoa.”

A dona de casa Fernanda Aparecida Ribeiro preocupa com o bebê devido a falta de asfalto. “Aqui é poeira demais. Nós temos uma criança recém-nascida em casa e a gente está até pensando em mudar de bairro, o menino está com alergia e não está tendo condição de ficar aqui”, afirma.

“A gente limpa a casa de manhã e quando é de tarde já está tudo sujo de poeira”, acrescenta. Ela conta que nem parece que ela mora na cidade. “Quando chove dá muito barro e fica parecendo que a gente está morando na roça. Ao invés de um bairro, é uma fazenda”, diz.

Para o morador Sebastião Ribeiro Rosa, a falta de asfalto incomoda e traz outros problemas. “Aqui é um ‘poeirão’ danado, o caminhão de lixo tem dia que passa e tem dia que não passa.” Ele diz que mora na casa de um familiar e não paga aluguel, mas se nada for feito terá que sair do bairro. “Tenho três meninos alérgicos e vou ter que mudar daqui, sacrificar e alugar uma casa mais para cima para sair da poeira”, afirma.

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