VW Tiguan de cara nova

VW Tiguan de cara nova

Lançado no Brasil em 2009, o Volkswagen Tiguan sempre se destacou pelas virtudes – como o ótimo acabamento e o bom espaço interno – e pelo seu principal defeito: o preço. A boa notícia é que o novo Tiguan manteve as benesses de seu antecessor e ganhou outras, como mais itens de série e visual atualizado. O preço? Bem, subiu de R$ 101 mil para R$ 110 mil. Isso somente para o modelo branco, pois todas as outras cores são opcionais.

A principal justificativa para o aumento de aproximadamente 8% está no aumento do IPI para carros importados (o Tiguan vem da Alemanha). Questionado sobre o impacto que isso pode ter nas vendas, Henrique Sampaio, gerente de marketing da Volks, afirmou que o aumento da lista de itens de série e a subida que os concorrentes do Tiguan irão sofrer pode equilibrar as coisas. “Esperamos fechar o final do ano com 3.200 carros vendidos, índice similar ao do ano passado”, afirmou o executivo.

O melhor é opcional

Contudo, ao contrário do que a Volkswagen tentou mostrar na apresentação do Tiguan à imprensa, os itens adicionais do modelo não agregam muito mais do que os rivais já oferecem: Disqueteira para seis CDs, display multimídia com tela sensível ao toque e entrada USB/iPod (mas só quando um cabo opcional é conectado ao carro) e borboletas para trocas de marcha no volante. Destaque, mesmo, só para o detector de fadiga, sistema que alerta quando o motorista fica com sonolência em uma estrada, lançado pela Mercedes-Benz com o Classe E.

Assim como ocorre com o Passat, os itens mais interessantes – e que realmente diferenciam o Tiguan no segmento – são pagos à parte. Na longa lista há faróis bixenon direcionais, Park Assist II (capaz de estacionar o carro sozinho também em vagas de 90°), rodas de 18 polegadas, bancos de couro, partida do carro por botão, GPS embutido no painel e teto-solar panorâmico.

Ficou curioso em quanto custa um Tiguan completo, como esse das fotos que ilustram essa matéria? Nós também, mas a Volkswagen não revelou o preço dos acessórios alegando que a mudança do IPI alterou os valores do carro de última hora.

A grama do vizinho

Além de ter perdido a oportunidade de reduzir o preço do Tiguan – ou oferecer equipamentos de série realmente inovadores – a Volkswagen deixou o modelo topo de linha do SUV para os europeus. Com 11 cv a mais, a versão europeia mais cara é equipada com o consagrado câmbio DSG de dupla embreagem e sete velocidades. Não que o automático convencional de seis marchas e o motor 2,0L turbo com 200 cv sejam ruins, mas sempre haverá aquele consumidor que deseja sempre o melhor.

E caso você seja esse consumidor, o WebMotors recomenda que você espere um pouco. Segundo Henrique Sampaio, a versão não foi lançada no Brasil devido à alta demanda pela transmissão de dupla embreagem usada pelo Grupo VW. Contudo o executivo destacou que logo que for possível, o Tiguan mais rápido irá chegar ao Brasil.

Potente para o que precisa

Mas quem gosta de acelerações mais vigorosas não irá se decepcionar com o modelo atual. Segundo a fábrica, o novo Tiguan pode fazer de 0 a 100 km/h em 8s5, com 207 km/h de velocidade máxima. Nada mal para um carro de 1.585 kg.

E o melhor é que toda essa massa é facilmente controlável. Com suspensão independente nas quatro rodas, tração integral e direção elétrica, o Tiguan é a prova de como todo SUV deveria ser. Alto e robusto, sim, mas tão “guiável” quando um sedã. O motor e o câmbio formam uma dupla impecável que dá conta tanto do trânsito urbano quanto de uma estrada, movimentada ou sinuosa.

A boa dinâmica do Tiguan, contudo, não foi uma surpresa – o pequeno SUV da Volks sempre se destacou pelo desempenho superior ao de seus rivais. O interior também repetiu o bom acabamento e o espaço interno condizente para sua categoria, além do bom isolamento acústico.

Acomodado

Do jeito que está, o Tiguan atende às espectativas da Volkswagen, que são modestas: o volume anual do SUV alemão é equivalente a três meses de venda do Honda CR-V, segundo a Fenabrave. É opção da fabricante, mas sair da acomodação não seria difícil para o novo Tiguan. Se o visual renovado já naturalmente dá mais fôlego ao modelo, bastaria reduzir seu preço – ou recheá-lo de itens de série bacanas – para acabar com seu principal defeito e criar, de fato, um rival de peso para Mitsubishi ASX e companhia.

Rodrigo Ribeiro/Webmotors

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